Como a gestão fez o sucesso do Netflix

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Streaming já é hábito diário para 43% dos brasileiros

Pesquisa da Nielsen revela que os brasileiros assistem esse tipo de conteúdo diariamente durante a Pandemia

Um levantamento feito pela Nielsen Brasil, em parceria com a francesa Toluna, empresas que analisam tendências nos hábitos de consumo, apontou que 43% dos brasileiros assistem conteúdos de streaming diariamente durante a Pandemia. A pesquisa ainda mostrou que 44% dos entrevistados dizem assistir a esse tipo de conteúdo pelo menos uma vez por semana. E só 2,5% dos ouvidos na pesquisa declararam nunca assistir algo por esse meio.

Os streamings de vídeo foram citados como preferidos entre os entrevistados. E entre os serviços mais utilizados estão o Youtube (89%), Netflix (86,6%) e Amazon Prime (40,2%).

Para o consultor Omarson Costa, que ajudou a estruturar a operação da Netflix na América Latina, a internet móvel foi a responsável por revolucionar a distribuição de conteúdo. E ele defende que o mercado de streaming ainda está na infância e tem espaço para todo mundo.

“A gente vê cada vez mais o número de players aumentando, a preços acessíveis, incorporando diversas mídias, no caso da Apple, você tem leitura de jornal, música, filmes, jogos e isso está só começando. Tem o 5G chegando, 6G já se falando pra 2024, tem muita coisa pra rodar ainda”, destaca Kadu Pedreira, Head de market research da Pipeline Capital.

Omarson reforça que para que as empresas de streaming avancem nesse mercado em evolução, elas precisam cada vez mais parar de pensar de forma local e agir de forma global. “A maioria dos players continua pensando territorialmente. Eu vou liderar na França, eu vou liderar na Espanha, eu vou liderar no Brasil”, conta.

É preciso mudar esse pensamento local para acompanhar um consumidor que já não é geográfico e sim digital. “Eu posso assistir uma série alemã, búlgara, da Indonésia, não importa onde ela foi produzida, ela é distribuída globalmente. Eu posso fazer uma série que vai chegar em 190 países”, completa o consultor.

Omarson também destaca essa mudança na forma de consumir conteúdo, como uma transformação de comportamento de uma geração que não quer mais possuir coisas e sim usá-las. “Eu não preciso comprar CD, eu tenho Spotify. Não preciso comprar carro, eu tenho Uber. Não preciso comprar filme, eu tenho Netflix”, explica. E completa: “o conceito de posse e de uso na verdade é que criou uma força gigantesca de uma nova economia, de uma nova forma de abordagem”.

Essa alteração no comportamento é uma das coisas mais disruptivas dos últimos tempos, para Kadu. E só foi possível devido a possibilidade tecnológica do mobile que permite com que todas essas soluções se tornassem tão populares.

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