Mobilidade urbana aérea
Veja alguns projetos de Mobilidade Urbana Aérea que já foram apresentados e em breve já estarão nos transportando.

Mobilidade Urbana Aérea: drones voando bem acima de nossas cabeças começam a decolar.

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Tive o prazer, e até um certo orgulho silencioso, confesso, ao ter o privilégio de assistir no SXSW em 2019 (que saudade …) à apresentação da Embraer com a Uber de um projeto revolucionário de Mobilidade Urbana Aérea, de táxis aéreos com drones.

 

A Embraer tem um ambicioso projeto para desenvolver protótipos para um futuro, não tão distante assim, em que a mobilidade urbana aérea se torne uma realidade menos coisa dos Jetsons e mais cotidiana, bem acima de nossas cabeças.

 

Como pudemos ler então no material de divulgação da apresentação da companhia no evento … “A Embraer faz parte da Rede Uber Elevate, compartilhando a visão de que a aviação sob demanda tem potencial para melhorar radicalmente a mobilidade urbana, melhorando a qualidade de vida das pessoas que vivem em comunidades urbanas congestionadas. A mobilidade aérea urbana pode ser alavancada usando o eVTOL (decolagem e pouso vertical elétricos). No entanto, todo o ecossistema deve ser desenvolvido, o que exige uma integração significativa entre plataforma de compartilhamento de caronas, fabricante de aeronaves, infraestrutura para vertiports, gestão de tráfego aéreo, autoridades de certificação, etc.”.

 

Semana passada, um protótipo de carro voador concluiu um voo de teste entre duas cidades da Eslováquia, tendo ficado 35 minutos no ar.

 

O AirCar da Klein Vision voou entre Nitra e a capital Bratislava.

 

O AirCar Prototype 1 é movido por um motor BMW de 160 cavalos e vem equipado com uma hélice fixa. Ele se transforma de aeronave em veículo rodoviário em menos de três minutos.

 

Ele já completou mais de 40 horas de voos de teste, de acordo com a Klein Vision, incluindo voar a 8.200 pés e atingir uma velocidade máxima de cruzeiro de 190 quilômetros por hora (118 milhas por hora).

 

Depois de pousar em Bratislava na segunda-feira, a aeronave se transformou em um carro e foi conduzida para o centro da cidade pelo CEO da Klein Vision, Stefan Klein, e pelo cofundador da empresa Anton Zajac.

 

Estamos na ante-sala de decolagem dessa viagem humana inédita, em que circularemos voando pelos céus de nossas cidades a bordo de drones autônomos, de lá para cá.

 

Será? Acho que, de alguma forma, sim. Digo “de alguma forma” porque se não vai ser, de fato, como nos Jetsons, será, sim, algo viável e palpável em circuitos controlados e para usos específicos. Em alguns anos vamos, sim, olhar para o alto e ver essas máquinas circulando por lá.

 

Como diz o comunicado da Embraer, o que está em questão não é apenas o desenvolvimento tecnológico de avançados aparatos de transporte aéreo urbano em si, mas toda a infra-estrutura física e operacional, de negócios e regulatória, antes das aeronaves ficarem se batendo doidamente no ar, sem regras e sem rumo previamente definido.

 

A grana começa a jorrar para colocar combustível nesse aparentemente bilionário mercado. Veja abaixo. É um gráfico de estudo da McKinsey sobre o assunto, dando conta de uma decolagem exponencial de investimentos no setor.

 

Em artigo da empresa de infra-estrutura do setor aeroespacial, a Global Space, a companhia acredita no seguinte: Os veículos de Mobilidade Aérea Avançada (AAM) prometem ser capazes de transportar pessoas e cargas com mais rapidez, segurança e silêncio do que os helicópteros, e a um custo reduzido. Além disso, os proponentes preveem que os AAMs podem fornecer capacidade suficiente para aliviar o congestionamento do solo e com uma pegada de carbono relativamente baixa.

Duas perguntas vêm imediatamente à mente. Esses veículos podem fornecer eficiência a um preço acessível? E o que é necessário para tornar a visão uma realidade? Este artigo enfoca a segunda questão, com um viés sem remorso em relação às questões de segurança”.

 

Se tiver curiosidade, leia o artigo na íntegra aqui.

 

Vimos, já, a Amazon com seus experimentos de entregas por drones voando por aí. Outras empresas começam a se aventurar na mesma viagem. Mas, aparentemente, é no deliver de remédios e produtos farmacêuticos que as coisas estão, de fato, voando mais alto.

 

Em artigo da Forbes, temos notícia de que as experiências de entregas por drones de suprimentos médicos feitas pela empresa Zipline em áreas remotas de Ruanda – um programa que começou, acredite, em outubro de 2016 – são um dos mais interessantes experimentos até o momento no setor.

 

Com o que aprendeu em Ruanda, a Zipline fez, ano passado, parceria com a Novant Health para fornecer equipamentos de proteção pessoal e médicos em Carolina do Norte. Os drones da Zipline fazem voos de 32 milhas em duas rotas entre o centro de atendimento de drones de emergência da Novant Health em Kannapolis para o centro médico da empresa em Huntersville, NC para ajudar os trabalhadores da linha de frente.

 

UPS e CVS também se uniram com foco em produtos médicos. As duas empresas estão se associando para usar drones para entregar receitas aos residentes de The Villages na Flórida, uma das maiores comunidades de aposentados do país. As entregas vêm de uma loja CVS a cerca de 800 metros de distância e marcam as primeiras entregas residenciais pagas pela unidade de drones da UPS Flight Forward. Os drones jogam as receitas em um local central, onde um funcionário da Flight Forward os transporta de carrinho de golfe para as casas. 

 

É só o início. Isso vai longe. E bem alto.

 

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