Cidades Inteligentes: breve, uma aí onde você mora

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Sei que quando você lê algo sobre Cidades Inteligentes imagina que isso é coisa da Era dos Jetson´s, um futuro idealizado, de desenho animado, curioso, mas distante.

 

Engano seu.

 

Vou citar apenas duas – embora haja muitas outras mais – razões para você perceber como não é bem assim.

 

Uma se chama mCities, iniciativa do serial entrepreneur Paulo Hansted, que hoje vive em Curitiba, mas que já viveu em algumas outras cidades do mundo, tendo, entre outras coisas, extensão de formação em Berkeley e o pioneirismo em inúmeros projetos internacionais mobile mundo afora.

 

mCities está em pleno funcionamento em Curitiba e está também, exatamente agora, crescendo para algumas outras cidades brasileiras.

 

A plataforma integra on e off com inúmeras tecnologias proprietárias e transforma as cidades não em Cidades Inteligentes – termo que o Paulo não gosta muito de usar – mas em Cidades Interativas. Inúmeros pontos de entretenimento, ruas e avenidas, roteiros de passeios, monumentos históricos e parte do comércio das cidades que usam mCities ganham exatamente isso: interatividade. Em pleno funcionamento, eu disse.

 

Outro fiquei sabendo recentemente em conversa com a Gal Barradas e o Rodolfo Barreto, projeto que dotou o Parque do Ibirapuera também de interatividade e conectividade, transformando-o numa plataforma de relacionamento e ativação digital on going. Baseado em dados e gestão de engajamento recorrentes para quem visita o parque, a iniciativa dos dois pode perfeitamente ser replicada em outros parques da cidade e de outras cidades.

 

Obviamente, em todas as grandes cidades do mundo há hoje um ou dezenas de projetos como esses em andamento. O Paulo, por exemplo, tem entendimentos avançados para iniciativas de interatividade para várias cidades de Portugal. 

 

Quando podíamos ir ao Mobile World Congress ao vivo em Barcelona, ficávamos encantados com quantos projetos estão já em andamento por lá há́ anos.

 

Agora, neste período que não sei se corretamente poderíamos chamar de pós-pandemia, com as cidades iniciando seus respectivos processos de abertura e reativação turística, tudo isso vai, em pouco tempo, explodir.

 

As Cidades Inteligentes ou Interativas estão, passo a passo, rua a rua, se tornando realidade mundo afora. Também no Brasil.

 

Essa possibilidade cresce na medida exata em que também a chegada do 5G se consolida internacionalmente e que vai dar um mega boost em tudo isso, sendo o celular e as redes integradas de Internet das Coisas os hubs preferenciais das cidades que conversam e interagem conosco. E nós com elas.

 

Como disse, em breve, aí perto de um você mora.

 

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