AI: agora prestes a substituir os próprios cientistas que a criaram.

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A previsão é meio assustadora, mas sob todos os aspectos absolutamente possível de se imaginar com as informações que hoje já possuímos. E dá conta de que a inteligência artificial, em algum momento não tão distante assim, substituirá os próprios cientistas que a criaram. Isso tão logo eles mesmos tenham levado a limites mais avançados o machine learning e o deep learning das máquinas.

 

 É louco, mas verdadeiro e está vindo mais rápido do que a maioria de nós acredita.

 

Marco nessa transformação toda é o GPT-3, sobre o qual já falei várias vezes aqui. O GPT-3 é o estado da arte da AI, já que pode ser pré-treinado num grau de excelência inédita e as pesquisas do pessoal do MIT parecem confirmar que ele é já uma das tecnologias mais disruptivas de 2021. 

 

Como registra o site Tech Republic, a ideia de computadores que aprendem, lêem e pensam existe há anos. Os maiores obstáculos são os limites do poder de processamento do computador e a falta de dados rotulados (dados classificados com, tipo, legendinhas que os identifiquem) com os quais os algoritmos de IA precisam aprender. O primeiro obstáculo está sendo superado por avanços na computação em nuvem e o segundo está sendo enfrentado pelo GPT-3. Ele foi projetado desde o início para rotular de forma autônoma bilhões de documentos digitais originários da internet. 

 

O GPT-3 é um avanço engendrado no OpenAI, projeto fundado por Elon Musk e Sam Altman, fundador do Y-Combinator, o laboratório de desenvolvimento por trás do Airbnb, Reddit e centenas de outras empresas disruptivas. Juntos, os dois investiram US $ 1 bilhão para garantir que a IA fosse usada para o aperfeiçoamento da humanidade. O crescimento do projeto foi exponencial.

 

De acordo com o white paper original, o primeiro GPT rastreou 7.000 livros e gerou apenas 18,4 tokens de aprendizado de máquina, as entradas usadas para avançar o aprendizado algorítmico. O GPT-3 se esgueira por toda a web e coletou 175 bilhões de tokens até agora.

 

Os recursos do GPT-3 atualmente variam da tradução à redação criativa. E embora isso possa parecer sem importância, considere que a IA pode traduzir tanto as línguas faladas quanto o código. Isso significa que o GPT-3 pode escrever código real autonomamente com base em uma entrada de linguagem simples. Adicione escrita criativa … e o potencial é ilimitado.

 

Em teoria, essas IAs podem ler, postular e até mesmo escrever um código totalmente novo para executar qualquer tipo de ideia. 

 

Uma das empresas em que aprte relevante desses avanços está sendo desenhada é a NVIDIA, conhecida de todos os que lidam com processamento de vídeos e games. É ela que vem criando a poderosa infraestrutura de aprendizado profundo que está se tornando a base para o desenvolvimento de parte do que se desenvolve em IA hoje em dia. A empresa sediada em Santa Clara, Califórnia, está lentamente se transformando de sua base em jogos de computador para uma plataforma de IA verticalmente integrada com silício de última geração, software e firmware e pedaços de hardware entre os dois.

 

Durante o quarto trimestre, a empresa teve US$ 5 bilhões em vendas, o melhor resultado em seus 22 anos de sua pioneira história. 

 

Tudo isso significa que estamos próximos a romper uma barreira imaginária anos atrás, em que o criador da máquina será substituído pela própria máquina. Quer dizer, em 2001, Uma Odisseia no Espaço, isso já estava lá. Mas em ficção. Agora, prestes a se tornar espantosa realidade.

 

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