A pandemia acelerou a inteligência dos algorítmos. Ganham o Bem e o Mal.

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Que a pandemia acelerou a transformação digital já estamos cansados de saber. E observar. Mas ela acelerou também a capacidade incremental de “pensar” das máquinas em todo o mundo. Quais os efeitos disso? 

 

Machine Learning é um pedaço da Inteligência Artificial que se debruça e produz, como o nome diz, o aprendizado das máquinas. Quando se diz aprendizado, entenda-se que máquinas, de fato, aprendem coisas. Que elas nunca esquecem o que aprendem. E cada coisa nova que aprendem produz nelas um efeito incremental que as faz “deduzir” coisas que nunca aprenderam. Elas simplesmente vão somando lé com cré, e “pensando” coisas por conta própria.

 

Esse avanço é possível por conta de uma outra camada do próprio aprendizado de máquina, que é o Deep Learning. Aprendizado profundo. Esse nível da Inteligência Artificial é o mais avançado da computação cognitiva, porque é onde as máquinas atingem capacidades de raciocínio que podem produzir abstrações, nosso âmbito mais humano de ser.

 

Com a pandemia, as máquinas ficaram (ainda) mais inteligentes, porque o mundo digital foi ativado por toda a população da Terra como nunca antes. Isso incrementou mais e mais o aprendizado das máquinas e seus pensamentos mais profundos.

 

Os efeitos disso são óbvios. Bem, alguns nem tanto.

 

Os óbvios são que após a pandemia (se é que vai haver “após a pandemia”, talvez seja melhor dizer… após a vacina) as máquinas terão adquirido recursos que já estão e serão cada vez mais precisos, avançados, complexos e completos. A assertividade de máquinas em todas as tarefas em que já estão envolvidas cresceu aceleradamente nos últimos meses, o que vai nos auxiliar muito em campos os mais diversos do conhecimento humano.

 

Quer um exemplo: as vacinas. Sem a Inteligência Artificial e sem essa aceleração da pandemia, não teríamos chegado, digo, a Humanidade não teria chegado, a produzir com tanta rapidez um número tão volumoso de vacinas, em tantos lugares do mundo, ao mesmo tempo. É um marco na história da ciência isso. E foi provocado pelo aprendizado acelerado das máquinas pela pandemia.

 

Aumentou a precisão do algoritmo para a medicina, mas aumentou também para o setor financeiro, agrícola, para a educação, para o marketing e para o comércio. Entre outros. Quer dizer, praticamente tudo foi impactado por esse avanço quase exponencial.

 

Esse é o lado óbvio. E o lado óbvio bom.

 

O lado não tão óbvio e/ou o lado não óbvio ruim, é que também as forças do mal ganharam com isso. Máquinas que produzem fake news ficaram mais ardilosas, precisas e inteligentes. A produção de deep fakes, imagens altamente precisas de figuras humanas no ambiente digital, se intensificou e sofisticou barbaramente, Imagine isso sendo usado para fazer merda. A capacidade de hackear dados ficou igualmente mais eficaz e matadora (em alguns casos, literalmente). Enfim, ponha sua caxolinha pra funcionar, destrave o Darth Vader que habita em você, e imagine quanta coisa ruim foi também acelerada com esse avanço pandêmico repentino da tecnologia.

 

Fazer o que. Sempre houve o Bem e o Mal e eles sempre travaram grandes batalhas entre si. Ela agora só ficou mais acelerada, mais avançada, incremental e, bem, mais desumanamente inteligente do que nunca.

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