VR/AR: realidades ainda irreais para o marketing

Por Pyr Marcondes | 06 junho 2017

Ninguém duvida que a realidade aumentada e a realidade virtual estão já se insinuando em nossas vidas aqui e ali, transformando experiências físicas em experiências virtuais e vice-versa, criando como se fosse, bom, o que dizem ser … realidades alternativas a nossa realidade chatinha e sem graça, a realidade real, digamos assim.

Ao criar ambientes paralelos, universos imaginários ou mimetizados do mundo físico, essas ferramentas tecnológicas podem impactar de fato a transformação de algumas indústrias.

Como demonstra estudo do Goldman Sachs do ano passado, em 2025 essas indústrias devem gerar uma movimentação de US$ 80 bilhões. Sendo que para a instituição financeira, “VR/AR tem o potencial de se transformar na nova grande plataforma de computação”, produzindo transformações ainda mais impactantes do que a chegada do PC e do smartphone.

Os setores que segundo o banco podem desde já serem transformados são o Militar, Engenharia, Videogames (essa é barbada), Saúde, Eventos ao vivo, Vídeo, Educação e Imobiliário.

Os VCs já estão investindo consideravelmente.

Se entendermos o mundo do Venture Capital como um indicador de tendências no âmbito das novas tecnologias, VR/AR deverão de fato decolar em breve como plataformas de relevância.

Ano passados esse povo investiu cerca de US$ 3 bilhões nessas duas tecnologias. Veja abaixo em que setores eles estão mais acreditando.

Mas e o nosso mundo do marketing?

Bom, difícil fazer uma projeção, mas não seria muito difícil imaginar que o uso de VR/AR vai se disseminar mais e mais entre as marcas e que no mesmo ano de 2025 o uso dessas ferramentas deverá ser algo como, digamos, 10 vezes mais do que é hoje? Razoável isso?

Tenhamos em mente que essas duas tecnologias são realidade paralela ainda para o marketing, residuais.

Isso porque se circunscrevem a belos e criativos experimentos, mas ainda estritamente pontuais e de baixa escala. Vemos projetos de pequeno porte em feiras e eventos, em festivais, em campanhas muito segmentadas, em pouquíssimos setores indústrias e de anunciantes.

Isso porque não é fácil tornar essas duas tecnologias amplamente utilizáveis por grandes segmentos do consumo e da população. E se o marketing digital não resolver essa questão de escala, as plataformas de VR/AR para marketing poderão ficar restritas ao confinamento dos pequenos espaços e baixa penetração.

A realidade nos dirá.

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