A voz da arte

Por Tiago Bueno | 05 abril 2017

A tecnologia é algo realmente incrível. Acho que não existem dúvidas sobre o quanto as nossas vidas são afetadas por ela.

Por consequência, não consigo não ficar maravilhado com a capacidade inventiva do ser humano. Afinal de contas, toda essa tecnologia que faz parte do nosso dia a dia só nasceu e evoluiu até o que conhecemos hoje graças à curiosidade e à capacidade de inovação dos nossos antepassados e contemporâneos.

E aqui existe um paradoxo que aprendi a questionar e que me inquieta bastante: por que, depois de milênios de inovação e avanço tecnológico, ainda não conseguimos resolver alguns dos problemas mais básicos da nossa sociedade, como o acesso universal à água potável, a erradicação de doenças facilmente tratáveis, a garantia de uma qualidade de vida digna a todos, etc.?

É algo fácil de ser resolvido?
Claro que não.

Mas é uma tarefa possível para uma raça que chegou à Lua, que criou sistemas altamente complexos como o mercado financeiro ou as cadeias logísticas que interligam todo o planeta?
Acredito que sim.

Entendo que a solução para esses problemas esteja muito mais ligada à nossa mudança de comportamento do que à tecnologia em si, mas estou longe de querer chegar a uma conclusão sobre o tema neste artigo. Quis fazer essa introdução porque ela ajuda a contextualizar a seguinte reflexão: não seria muito mais benéfico se a nossa sociedade valorizasse investimentos em tecnologias que garantissem maior acessibilidade a todos, em vez de investir tanto (tempo, recursos, atenção) no novo modelo de smartphone, na nova funcionalidade do carro que nos deixará mais cool ou no trailer do próximo episódio do segundo remake da trilogia de seres com superpoderes que (de uma vez por todas) salvarão o mundo das forças inimigas? Quem dera salvassem realmente…

E, quando falo de acessibilidade, não me refiro somente às pessoas que enfrentam restrições físicas ou mentais, mas também à “acessibilidade social”, ou seja, à porção da nossa sociedade que tem acesso limitado a educação, a oportunidades de desenvolvimento pessoal, profissional, etc. Ou seja, “acessibilidade” está intrinsecamente ligada a “inclusão”.

De novo: não tenho a pretensão de ter uma resposta pronta, mas de provocar a reflexão sobre o nosso dever de trabalhar nisso.

E, dentro dessa ótica, considero absurdamente relevante compartilhar uma iniciativa que a IBM desenvolveu junto à Pinacoteca do Estado de São Paulo e que tive a honra de experimentar em primeira mão. As duas organizações utilizaram o que têm de melhor para combinar inovação e arte, produtos do ser humano tão únicos quanto pouco compreendidos (e aqui falo com a experiência própria de quem é muito ignorante em temas artísticos).

Agora, quem tem dificuldade de acesso à arte (seja física, seja social) já pode conversar com ela. Literalmente.

Veja no vídeo abaixo:

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