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Unilever corta agências, verbas e custos de produção

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A Unilever segue sua determinada jornada de transformar por completo e profundamente a gestão de seus investimentos em marketing e comunicação, bem como a relação com suas agências e fornecedores de produção.

Recentemente, iniciou corte pela metade, até 2019, do número de agências com as quais vinha trabalhando historicamente.

Semana passada, anunciou a redução de 17% de seus investimentos em agências de propaganda no primeiro semestre deste ano e 14% dos valores pagos na produção de seus comerciais.

A esses cortes e reajustes, todos para baixo, soma-se o fato da empresa estar criando uma complexa estrutura interna para produzir sua própria demanda através de seu hub de produção U-Studios.

Além disso, tem hoje ligação sólida e em expansão global com a Oliver, rede mundial que monta agências dentro da companhia em cada País em que atua.

A Unilever tem sido também o anunciante que mais fortemente tem denunciado a falta de transparência e a gestão suspeita de suas verbas por parte tanto de agências como de players da cadeia de mídia e performance digital. Fez reviews e até investigações dessas empresas e dos projetos que administram, estabelecendo novas e bem mais rígidas normas de compliance no ambiente interativo.

Não é só ela que está fazendo todo esse movimento. Semana passada também o McDonald´s anunciou redução de 100 para apenas 7 o número de agências que cuidam da regionalização de suas verbas nos Estados Unidos.

A forma com que grandes anunciantes passaram a olhar para a gestão do seu marketing e comunicação é transformador, possivelmente como em nenhum outro momento na história. E não há sinais de que o processo tenha chegado ao fim. Ao contrário, a probabilidade maior é que mais anunciantes sigam o mesmo caminho e que as revisões sigam acontecendo nos mais variados escalões da gestão de verbas da indústria de markcomm.

Novos tempos, extremamente desafiadores para as agências, elas também se reformulando interna e externamente para buscar alinhamento tanto operacional, quanto de seus custos, para a nova realidade.

Acompanhar esse processo é hoje mandatório para gestores de marketing, profissionais de agências e empresas provedoras do ecossistema, não só digital, mas de toda a cadeia de produção. Todos terão novos desafios e até novos papéis pela frente. Quem viver, verá.

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Pyr Marcondes é jornalista, consultor e autor. Foi repórter da revista IstoÉ, Jornal da Tarde e Playboy. Foi diretor editorial para o Grupo Meio & Mensagem desde a década de 90. Foi Sócio e Diretor de Criação na agência de publicidade Grottera & Cia. (TBWA) durante 10 anos. Foi Country Manager do portal StarMedia no Brasil. Co-fundador e CEO da Digital Strategy, consultoria pioneira em marketing e comunicação digital no País. Co-Fundador e Diretor de Marketing da FUN Generation, empresa de mobile marketing. Co-Fundador e Diretor da Superbrands Brasil (2005/2009). Consultor adjunto da BrandFinance, consultoria de marcas inglesa (2004/2005). Foi Diretor-Geral da Plataforma Proxxima, de marketing e comunicação digital do Grupo M&M. É hoje Diretor Geral da M&M Consulting, empresa de consultoria e negócios para a indústria do marketing digital. Pyr Marcondes é autor de inúmeros livros sobre história da propaganda e sobre marcas. É hoje referência na indústria digital brasileira. É palestrante, membro de conselhos e consultor.

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