A transição do Trade Marketing tradicional para o digital

Por Daniel de Sousa | 15 março 2016

Em uma aula recente de um curso que estou fazendo, fui desafiado a escrever em um papel branco o que minha empresa tem feito atualmente em relação a trade marketing. Confesso que pensei bastante, pois sempre me pareceu um tema muito distante de minha realidade, principalmente quando se tem no currículo apenas experiências em empresas B2B de tecnologia.

Como é sabido, dificilmente uma empresa B2B no segmento de TI possui estratégias que envolvam um PDV (tirando os famosos eventos que todas participam), portanto minha primeira resposta, motivada pelo pensamento tradicional de marketing, foi bem simples: minha empresa não tem uma estratégia bem elaborada de trade marketing, tirando os eventos que participamos todos os anos.

No entanto, uma discussão foi iniciada sobre o tema pouquíssimo tempo depois, e uma coisa ficou muito evidente: o trade marketing tradicional realmente aponta para ações em um PDV físico, mas hoje vivemos na era digital, e o PDV não se limita apenas a um local que eu posso ir caminhando, mas sim um que posso chegar através de alguns cliques.

Por mais que no Brasil ainda vivamos em uma realidade onde apenas 26% da população já realizou alguma compra pela internet, o crescimento das vendas por canais digitais é exponencial, e fica evidente quando vemos que o comércio eletrônico movimentou R$38,5 bilhões em vendas em 2014, número 17% maior que o ano anterior, e com expectativa de crescer em 20% em 2015 segundo a E-bit (ainda são números que precisam se provar na prática, mas são extremamente relevantes, principalmente em um ano de crise).

Diante desta realidade, o novo “campo de guerra” é a internet, e mais do que se preocupar com o trade dentro de um grande varejista, agora é necessário estar bem posicionado na web. De forma impressionante, ainda é extremamente comum vermos grandes empresas que não possuem uma estratégia digital para vendas que seja bem elaborada, que possuem ótimas iniciativas de trade marketing offline mas não vendem um centavo digitalmente.

Como vimos anteriormente, com a economia indo de mal a pior ao mesmo tempo em que percebemos os números de ecommerce crescendo de forma expressiva, é inegável a tendência de transição de boa parte das vendas físicas para digitais, uma vez que não somente é possível uma busca mais informativa, como também fica mais fácil comparar preços e checar opiniões de outros consumidores.

O “trade marketing digital” deve hoje ser parte dentro do planejamento de qualquer empresa. É crítico o investimento para ganhar terreno no meio virtual. Ter maior destaque com boas campanhas de SEM, aparecer para o público certo através de mídia programática, desenvolver e divulgar bons conteúdos de vídeo para agregar valor ao produto e empresa, e por fim, dar a oportunidade do cliente concluir o seu processo de compra de forma digital é o que pode determinar a sobrevivência das empresas nesta nova era.

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