Sensores, atuadores, dispositivos: é por aí que começa a internet das coisas

Por Fabio Cossini | 02 Janeiro 2017

Talvez a principal transformação que a internet das coisas propicie em termos de negócios seja a criação de novos mercados digitais. Em outras palavras, ela consegue capturar dados analógicos de certo contexto e digitalizá-los, possibilitando, a partir daí, que esses mesmos dados digitais ou a geração de informação sobre eles sejam comercializados entre partes interessadas. Nesse momento, inicia-se o maravilhoso mundo da IoT…

Como comentei em meu artigo “Internet das coisas: inovação ou evolução?”, os sensores são um dos pilares da IoT, pois são responsáveis por capturar os dados analógicos do contexto onde estão inseridos. Por exemplo, sensores de temperatura em um forno industrial, de umidade do solo em uma plantação, de rastreamento em um automóvel ou de presença em uma loja de varejo. Com a aplicação da computação cognitiva em IoT, os microfones passaram a ter um papel de destaque para captura de dados de voz (a esse tema dedicarei artigos específicos em breve).

Como dados são o novo recurso natural de nossa era, gerar valor a partir deles torna-se essencial para os negócios. Com isso, vê-se que um ponto importante sobre os sensores está relacionado com a sua precisão. Quanto mais preciso, melhor a qualidade do dado que é capturado. Como consequência, melhor poderá ser a geração de informação analítica a partir dele.

Outro componente muitas vezes esquecido e mal compreendido são os atuadores. Ao contrário dos sensores, eles recebem informações ou comandos e atuam no contexto em que também estão inseridos. Um display para exibir a temperatura de um motor, uma lâmpada de LED para alertar uma falha em uma esteira na linha de montagem ou um componente microeletrônico para desligar uma máquina. E, na onda da computação cognitiva, alto-falantes para transmitir voz.

No entanto, sensores e atuadores não têm vida própria, pois necessitam, no mínimo, de eletricidade, capacidade para digitalização, conversão analógica e transmissão de dados. Aí é que entram os dispositivos, que são compostos, entre outros componentes, de placas eletrônicas, processadores, memória e módulos com capacidade de telecomunicação. Para entender um pouco mais desses módulos, consulte os sites da Sierra Wireless, Telit ou Gemalto, principais fabricantes mundiais.

De uma forma bem resumida e em alto nível, vimos aqui três elementos principais de IoT: sensores, atuadores e dispositivos. Eles ficam em uma ponta de um sistema IoT, na captura de dados que serão transmitidos para uma plataforma com a capacidade de analisá-los ou de permitir que outras plataformas possam fazê-lo. Recentemente, um novo elemento tem ganhado importância em IoT: o gateway. Junto com os três primeiros, ele pode incrementar uma solução de IoT com aquilo que está sendo chamado de edge computing.

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