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Reconhecimento facial, leitura do cérebro, análise dos músculos: é a tecnopublicidade

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Tecnologias avançadas colocam conquistam da ciência a serviço da eficácia do marketing e da comunicação. Face, olhos, músculos, cérebro, pele, tudo agora pode ser mensurado.

A ciência e a tecnologia sempre estiveram de alguma forma ligadas a publicidade. Mais recentemente temos acompanhado esse casamento na área de mídia, com as máquinas de fazer audiência bombando feito doidas. Robôs e algoritmos, em verdade.

Agora, algumas outras áreas da pesquisa científica se aprofundam no estudo e avaliação do consumidor, através de recursos que até bem pouco tempo não faziam parte do repertório da publicidade.

Estamos falando de tecnologias que, por exemplo, ao captarem e lerem as linhas da face de seres humanos, conseguem captar também insights como humor e disposição a compra. A leitura facial não é nova na nossa área, mas agora os recursos se sofisticaram e além de servirem para identificar pessoas, podem começar a ser utilizadas para aumentar a performance da comunicação e até das vendas.

Outra tecnologia que entra em campo é da leitura das ondas do cérebro. Os eletroencefalogramas são instrumentos clássicos da medicina para acompanhamento dos impulsos elétricos do cérebro. Agora estão sendo utilizados, no formato de aparelhos bem menores e móveis (wearables), para medir as mesmas ondas cerebrais, mas a serviço da comunicação e do consumo.

Dilatação das pupilas idem. Sabemos que quando gostamos de algo nossas pupilas se dilatam. Então, pequenos instrumentos adaptados a nossos olhos podem servir para pesquisa de likeability.

A nossa pele emite ondas magnéticas também quando estamos tristes, felizes, emocionados, excitados, etc. Agora, também através de sensores instalados na pele, pesquisadores começam a poder medir nosso comportamento como consumidores.

Com a expansão dos wearbales e das tecnologias de acompanhamento biológico humano, inclusive com implantes de chips no próprio corpo humano, a publicidade vai ganhar ferramentas de pesquisa e medição das nossas vontades e preferências como nunca vimos antes.

E a technopublicidade, se assim podemos chamar. Vamos ver onde isso vai dar.

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Pyr Marcondes é jornalista, consultor e autor. Foi repórter da revista IstoÉ, Jornal da Tarde e Playboy. Foi diretor editorial para o Grupo Meio & Mensagem desde a década de 90. Foi Sócio e Diretor de Criação na agência de publicidade Grottera & Cia. (TBWA) durante 10 anos. Foi Country Manager do portal StarMedia no Brasil. Co-fundador e CEO da Digital Strategy, consultoria pioneira em marketing e comunicação digital no País. Co-Fundador e Diretor de Marketing da FUN Generation, empresa de mobile marketing. Co-Fundador e Diretor da Superbrands Brasil (2005/2009). Consultor adjunto da BrandFinance, consultoria de marcas inglesa (2004/2005). Foi Diretor-Geral da Plataforma Proxxima, de marketing e comunicação digital do Grupo M&M. É hoje Diretor Geral da M&M Consulting, empresa de consultoria e negócios para a indústria do marketing digital. Pyr Marcondes é autor de inúmeros livros sobre história da propaganda e sobre marcas. É hoje referência na indústria digital brasileira. É palestrante, membro de conselhos e consultor.

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