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Que “story” é essa de “story doing?”

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magic open book of fantasy stories

Sou fã demais de storytelling. Muito mesmo. Ao ponto de usar pesadamente no desenvolvimento da minha carreira, e na daqueles com quem eu colaboro, ou a quem lidero.

Ainda mais hoje, quando a capacidade que as empresas tem de embarcar seus produtos e serviços na jornada dos seus consumidores, ao invés de só ficar empurrando pra cima deles um monte de coisas sem propósito algum, tornou-se um baita de um diferencial competitivo.

Tem também o lance de aliar uma boa história à arte de vender (escrevi sobre isso nesse artigo aqui, dá uma olhada depois). Cativar o cliente, criar um diálogo que engaje de verdade, prendendo a atenção e elevando o grau de tensão até o ponto em que aquilo que você propõe é visto como o “gran finale” de uma saga.

Sensacional né?

A Jennifer Aaker, de Stanford, divulgou um estudo que mostra que “estórias são lembradas até 22 vezes mais do que fatos isolados”, ou seja, vale a pena investir tempo na construção de um bom roteiro pra qualquer conversa, inclusive nos negócios.

Mas recentemente eu me deparei com uma provocação sobre o desdobramento da história bem contada.

É o tal do story doing. Pra mim é tipo “tá, a história que você me contou tá muito boa. Mas vamos ou não vamos pra ação?” E olha lá hein, porque a ação tem que ser tão boa, ou até melhor, do que a história. Essa é a expectativa natural aliás.

E sabe que existe uma relação muito forte entre storytelling e story doing. Eu li um texto do Adam Grant, que dizia que quando equipes “conhecem estórias de seus clientes que se relacionam com a missão da empresa em que trabalham, e como eles podem se tornar parte da tal estória executando essa missão”, elas são em torno de 300% mais produtivas num dado período de tempo, do que equipes da mesma empresa, que no entanto não ouviram as estórias dos clientes.

Achei esse negócio extremamente poderoso.

Ou seja, o desejo de “fazer história” ou “fazer parte de uma estória” moveu demais a galera.

Tem também um outro aspecto da relação storytelling e story doing que a gente tem que considerar, que é o risco de caprichar demais na “contação”, e deixar a desejar na “fazeção”. Estórias boas geram expectativa, e como diz o ditado, “expectativa gera frustração” – num caso extremo, claro.

Portanto, na hora de elaborar seus roteiros, capricha mas não esquece de que bom planejamento e boa execução devem acontecer na sequência, pra que além de bem contada, sua estória seja bem realizada.”

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Rodrigo Giaffredo, empresário, palestrante, escritor, executivo, professor, colunista. Sócio da Super-Humanos Consultoria, autor da obra “Reflexões Ácidas, um livro de autoajuda meio indigesto”, líder de Transformação Ágil na IBM América Latina, influenciador da adoção de design thinking, storytelling e métodos ágeis em grandes corporações. Dá aula no MBA executivo da Fundação Dom Cabral - Nova Lima, na pós-graduação em Negócios Digitais da ESPM-SP, e na escola de negócios HSM Management. Apaixonado por inteligência relacional, foi eleito LinkedIn Top Voice Brasil em 2018. Assina colunas no IT Forum 365, no LinkedIn Pulse e no Innovation Insider. Administrador de empresas pós-graduado em Finanças e Mercado Financeiro Brasileiro pela FGV-SP, se especializou em moral contemporânea na Yale University. Para ele, empatia e experimentação são qualidades-chave de organizações ágeis. Usa corte de cabelo moicano, é pai e marido apaixonado, e dono da Frida, uma dachshund velhinha que até hoje faz festa quando ele chega em casa, montado numa Harley Davidson bem barulhenta.

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