Quando a Internet das Coisas Encontra a Computação Cognitiva

Por Fabio Cossini | 07 junho 2017

Mais e mais se tem falado sobre a computação cognitiva, muitas vezes associado à inteligência artificial, como uma nova forma de computadores, máquinas ou robôs que se parecem cada vez mais com os seres humanos, seja em suas interações com as pessoas, seja no seu próprio comportamento. E onde a Internet das Coisas tem entrado nesse cenário de ficção que a cada dia faz mais parte da nossa realidade?

Em primeiro lugar, vamos relembrar o que é cognição. A definição, traduzida livremente do dicionário Merriam-Webster, diz que a cognição são todas as atividades mentais realizadas de forma consciente pelos seres humanos. Dentre elas, ler, ouvir, falar, memorizar, lembrar, entender ou aprender. E são justamente essas atividades que vêm sendo exploradas por uma nova gama de tecnologias chamadas de computação cognitiva.

A Internet das Coisas acaba atuando como sempre o faz, capturando dados analógicos e transformando-os em digitais ou no caminho inverso, por meio da apresentação de dados aos seres humanos ou executando ações diretamente nos dispositivos e objetos sensorizados. Vejamos um exemplo do encontro da Internet das Coisas com a computação cognitiva.

Deitado no leito de um quarto de hospital, um paciente faz algumas perguntas sobre o horário de visitas e de seus próximos exames para um simpático boneco de médico na cabeceira de sua cama. Esse “brinquedo”, na realidade, possui um microfone que captura a fala do paciente e a transmite via Wi-Fi para um sistema baseado em computação cognitiva. A fala é traduzida em texto, que é analisado para a identificação de palavras e ideias-chave que são inseridas em um chat-bot. Este encontra as respostas e as apresenta como texto, que então é convertido em voz e enviado ao alto-falante do boneco de médico, para que o paciente saiba, então, se algum dos seus exames coincidirá com o horário de visita de seus familiares.

Nesse simples exemplo, percebemos que a Internet das Coisas participa coletando e apresentando dados de voz por meio dos dispositivos inseridos em uma coisa – no caso, o boneco. A conexão entre essa coisa e os sistemas é executada por meio da internet. A computação cognitiva, colocada de forma simples, está presente no entendimento da fala (ouvir), na tradução da voz em texto (escrita), na análise desse texto (leitura) e na tradução do texto em voz (fala), ou seja, imitando a cognição humana.

Parece trivial ou talvez algo nada inovador, uma vez que essas tecnologias já estão presentes em nossas vidas há muito tempo. O fato é que a Internet das Coisas e a computação cognitiva são evoluções de várias tecnologias, trazendo inovações com novas formas de relacionamento entre homem e máquina ou novos modelos de negócio entre empresas e consumidores, como no caso desse hospital.

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