Home Notícias Artigos Porque o marketing com alquimia é tão mais legal?

Porque o marketing com alquimia é tão mais legal?

286
0

Cara, num daqueles golpes da vida, tive a oportunidade de ouvir um mano incrível falando sobre como combinar e usar legal 2 das minhas paixões no mundo do marketing: design thinking e storytelling.

O Jerome Nadel, CMO da Rambus, contou que em algum momento da história da companhia as coisas não iam bem financeiramente. Ele tava quase metendo as caras numa campanha monstruosa de re-branding, pensando até em mudar o nome da empresa. Mas daí o “Giaffredo” que trabalha com ele deu aquela cutucada providencial, no finzinho do segundo tempo, com a seguinte frase (tradução adaptada, pra refletir bem a emoção): “tá faltando mágica nessa bagaça”.

Nadel contou que imediatamente caiu a ficha, e ele teve certeza de que re-branding não era a saída. O que ele realmente precisava naquele momento era repensar tanto a estratégia de marketing, quanto a atitude da companhia em relação ao mercado e os clientes. Ele precisava aliar mágica e lógica.

Daí obviamente deu aquela tilt no meu cabeção, e de lá pra cá esse assunto vem me atormentando deveras.

Pensa aqui comigo.

Considerando que a mágica do marketing está em manter o foco, o entusiasmo e o desejo totalmente orientados a entregar pros clientes os melhores produtos e serviços úteis na visão de quem consome (com empatia), atendendo de fato as necessidades humanas que existem por trás de cada compra, a gente percebe que usar design thinking pra capturar demanda e elaborar ofertas é realmente fundamental pras empresas que pretendem permanecer relevantes daqui pra frente.

E se a gente olhar pro lado lógico da coisa, obviamente que não podemos abrir mão de efetivamente vender o nosso peixe. Agora imagina se ao invés de simplesmente bombardear o cliente com informações sobre o produto em si, a gente fosse capaz de construir estórias incríveis sobre ele, e mais ainda, sobre como ele é relevante e “embarcável” na história do cliente. Bom hein? Storytelling caramba, puro storytelling!

O Jerome tá numa startup, e todo mundo pode já ver que de fato as startups entenderam muito bem a jogada e em partes por isso, estão fazendo um rebuliço nos mercados em que atuam.

Mas e a gente, será que já entendeu e se apropriou do poder dessa alquimia?

Previous articleAnunciantes relutam em investir em mobile e perdem oportunidades escancaradas
Next article3 lições básicas que aprendi como jurado do Business Model Competition 2016
Rodrigo Giaffredo, empresário, palestrante, escritor, executivo, professor, colunista. Sócio da Super-Humanos Consultoria, autor da obra “Reflexões Ácidas, um livro de autoajuda meio indigesto”, líder de Transformação Ágil na IBM América Latina, influenciador da adoção de design thinking, storytelling e métodos ágeis em grandes corporações. Dá aula no MBA executivo da Fundação Dom Cabral - Nova Lima, na pós-graduação em Negócios Digitais da ESPM-SP, e na escola de negócios HSM Management. Apaixonado por inteligência relacional, foi eleito LinkedIn Top Voice Brasil em 2018. Assina colunas no IT Forum 365, no LinkedIn Pulse e no Innovation Insider. Administrador de empresas pós-graduado em Finanças e Mercado Financeiro Brasileiro pela FGV-SP, se especializou em moral contemporânea na Yale University. Para ele, empatia e experimentação são qualidades-chave de organizações ágeis. Usa corte de cabelo moicano, é pai e marido apaixonado, e dono da Frida, uma dachshund velhinha que até hoje faz festa quando ele chega em casa, montado numa Harley Davidson bem barulhenta.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here