Olha a mais nova funcionária do marketing: a computação cognitiva.

Por Pyr Marcondes | 30 Janeiro 2017

Profissionais de marketing já estão acostumados a utilizar softwares para ajuda-los nas tarefas operacionais, de execução, de uma série de atividades como CRM, BI, programática e tantas outras. A novidade é que eles terão agora que começar a se acostumar com a ideia – e a prática – de que os softwares e as máquinas passarão também a dividir com eles as tarefas de pensamento e raciocínio estratégico: é o nascimento do cognitive marketing.

Os drivers dessa revolução que se aproxima têm como base histórica a evolução de várias camadas de estruturas tecnológicas, que foram se desenvolvendo em paralelo e de forma disruptiva nos últimos anos, a saber: a computação de bases massivas de dados, o aumento da capacidade de armazenamento e gestão remota desses dados, a explosão no uso de devices (notadamente devices móveis) com alta capacidade de processamento nas mãos da população em todo mundo, o incremento internacional da conectividade … o conjunto desse arsenal de transformações criou as condições ideais de tempo e temperatura para que um conhecimento cada vez mais complexo de informações, dados e conhecimento pudesse ser acumulado por máquinas dotadas da capacidade artificial de serem inteligentes. De pensarem, no sentido de terem a capacidade dedutiva e lógica altamente precisa.

Serão essas máquinas, dotadas da capacidade deep learning – aprendizado profundo, cumulativo e exponencial – que estarão cada vez mais a serviço dos profissionais de marketing para auxiliá-los agora não apenas na execução otimizada de tarefas repetitivas, mas no ato de pensar estratégias de mercado para produtos e marcas.

O fenômeno mais recente e aparente dessa transformação são os chatbots, máquinas que interagem com humanos não mais de forma mecânica e programada, mas de forma crescentemente interativa, respondendo de formas diferenciadas a estímulos diferenciados. Os chatbots são uma ferramenta de CRM e de BI. Eles têm capacidade de segmentar de forma automatizada uma série de dados, analisar voz e imagens, reconhecer a linguagem da fala natural dos humanos, personalizar a interação, entregar mensagens e conteúdos. São uma máquina de marketing.

Mas como dissemos, essa é apenas a ponta de um iceberg.

O marketing cognitivo irá ainda mais além, porque as máquinas entenderão cenários mercadológicos a partir de uma análise complexa de dados e informações e poderão traçar estratégias de abordagem otimizada desses mercados. Poderão, inclusive, tomar decisões autônomas do que fazer, como fazer e quando fazer.

Aqui no Innovation Insider, ao longo de todo ano de 2017, iremos contar mais e mais detalhes dessa nova faceta do marketing contemporâneo. O marketing baseado em conhecimento e interação com máquinas. O marketing cognitivo.

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