Home Notícias Ok, você tem um bando de dados do seu consumidor. O que...

Ok, você tem um bando de dados do seu consumidor. O que fazer com ele?

Toda empresa sabe hoje da necessidade de capturar e gerir dados de seus usuários e consumidores. O princípio básico é simples: quanto mais dados tivermos sobre nosso público, melhor será o desempenho dos nossos negócios, certo?

Nem sempre.

Capturar e armazenar dados sobre seu target é uma tarefa de alguma complexidade, porque você pode, por exemplo, estar capturando dados inúteis ou de baixo valor. Você pode ainda estar armazenando-os de forma inconsistente e de baixa eficácia. E o pior de tudo: depois de capturar e armazenar você pode simplesmente usar esses dados de forma completamente equivocada, perdendo tempo, recursos e impactando de forma negativa toda a performance do seu negócio.

Qual seria então o objetivo aqui? Capturar dados certos, armazenar de forma correta e administrar com precisão, certo?

Isso é perfeito, mas se sua companhia não tiver clara uma estratégia de vendas e bem definidos os segmentos de público que deseja atingir com quais produtos, até mesmo tendo toda a sua estrutura de data bem azeitada, ela poderá estar gerando bons resultados para os produtos errados e para os objetivos estratégicos errados.

 

1 – Segmente seu público

Nem todos os dados dos seus cliente são iguais e nem todos são úteis. Alguns de seus consumidores podem participar ativamente de algum concurso promocional para comprar um determinado produto com desconto, por exemplo, mas pode ser que, ao final, ele não tenha o poder de compra adequado para aquele produto. Se sua oferta foi dirigida para os públicos-chave errados, muita gente pode participar de sua promoção, mas com baixa probabilidade de compra. Portanto, segmente através de cadastros e captura de dados sócio-econômicos seu público desde o início de sua relação com ele. Conheça adicionalmente alguns dados de suas preferências pessoais, que podem ser obtidos tanto nas redes sociais como através de outras compras anteriormente feitas no seu próprio site. Examine seus dados de maneira a segmentar seus clientes potenciais em grupos claramente determinados. Por similaridade de perfil. Isso permitirá que você mande as mensagens corretas nas suas estratégias de email marketing, por exemplo, ou na apresentação das ofertas certas já no seu ambiente de e-commerce.

 

2 – Criar personas

Essa é um etapa decorrente da anterior, só que mais específica e rica. Cada grupo previamente definido a partir de sua estratégia de produtos e de mercado pode compor o que chamamos de personas. Personas são a representação ficcional de um (na verdade, vários) tipo característico de consumidor, como se ele de fato fosse uma pessoa real, a partir de um conjunto de características comuns de um agrupamento de consumidores. Para construir essas personas você precisa encontrar os grandes grupos de consumidores que fazem o ponteiro de suas vendas ou de seu relacionamento online mexer. Agrupá-los sob um perfil rico em características “pessoais” de comportamento enriquece seu entendimento de quem são seus compradores e como eles podem se comportar diante de algumas de suas ações. Boa parte do seu marketing pode estar fundamentado nas personas. Suas vendas também.

 

3 – Afine sempre seus analytics

Se você simplesmente tem um site na internet você possivelmente tem já em mãos dados bastante interessantes e estratégicos sobre seus públicos. Toda presença online hoje trás em sua infra-estrutura tecnológica razoavelmente sofisticadas métrica de comportamento de seus públicos, seus dados de navegação, sua origem de tráfego, tipo de browser que utiliza, se entrou via desktop ou via mobile, se veio de suas ações de email marketing ou de buscadores, se é um tráfego fiel que digita sua URL ou se veio através de um site de pesquisa de preços. Se esse público navegou no seu site, quanto tempo navegou, onde foi, onde clicou e, principalmente, o que comprou e por quanto. São dados estruturais básicos hoje em dia, mas extremamente valiosos. Manter equipes analisando esses comportamentos é vital para o seu negócio. Mais que isso, há hoje ferramentas que automatizam relatórios e, com alta precisão, colocam os produtos certos na tela certa, para as pessoas certas, na hora da compra.

Quando seus dados estiverem sincronizados e toda essa massa de informações orientada a corrigir erros e afinar as ofertas, você terá funcionando uma máquina de conversão.

 

4 – CRM: administre seus dados como num relacionamento humano

Administrar dados é na verdade a arte estatística de administrar o relacionamento de sua empresa, sua marca e seus produtos com pessoas do outro lado da mesa. Gente comum como qualquer um de nós. E gente comum admira e prefere aquelas empresas que as respeitem e tratem como pessoas reais, com suas preferências reais.

As técnicas e as ferramentas de CRM (Costumer Relationship Management) são hoje, mais do que nunca, vitais para sua gestão de dados. Trata-se aqui de utilizar todos os dados de que você dispõe, como comentamos até aqui, para estimular de forma permanente e pertinente um relacionamento duradouro com sua base de consumidores. Não apenas quando ele está procurando um produto ou navegando em seu site, mas quando ele está lá fora, vivendo sua vida cotidiana normalmente, em nada preocupado em comprar seus produtos. Trata-se de nutrir seu consumidor como quem nutre uma velha amizade. Você já tem os seus dados, então converse com ele. Ouça dele críticas sobre seu atendimento ou problemas com seus produtos. Pergunte o que ele quer dizer a você sobre qualquer coisa. Ofereça conteúdos, informações úteis que você (através das personas) já sabe que ele prefere. Coloque-se a disposição para abastecê-lo de orientações não só sobre produtos, mas sobre serviços úteis para sua vida. Isso é CRM. Gestão de dados a serviço da construção sólida de um relacionamento permanente com seus clientes.

 

5 – Dados se tornam leads

Todo esse conjunto de dados e ações coordenadas geram uma massa cada vez mais precisa e bem administrada de informações sobre seus consumidores e usuários. Obviamente há em cada estágio um cuidado, um recurso e um olhar específico de equipes e analistas para que cada etapa seja realizada com o máximo de eficácia. Mas de uma forma orgânica, decorrente dessa gestão melhor estruturada e precisa, acabará por gerar, no tempo, um processo de alta performance na geração de leads efetivos, com alta probabilidade de conversão em vendas.

Não despreze a gestão de seus dados, nem deixe as grandes tarefas de acuracidade e precisão em toda essa gestão pelo caminho. Será dela que pode depender parte relevante de seus resultados e o atingimento de suas metas estratégicas.

feedback, você já deve ter coletado uma riqueza de insights do cliente. Dê o próximo passo e usar esses dados para a sua vantagem com respostas acionáveis.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here