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O que a tecnologia vai engolir hoje? Ooops, pode ser você!

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Digital image of globe with conceptual icons. Globalization concept. Elements of this image are furnished by NASA

Enquanto as tecnologias se sofisticam e evoluem ameaçando setores da ecomnomia, empresas e empregos, só há uma coisa que podemos fazer: evoluir ininterruptamente também.

Marc andreessen, criador do primeiro browser de grande espectro da história, o mosaic (depois netscape e depois ainda explorer), hoje um dos maiores e mais influentes investidores do mundo, disse há seis anos que “o software está engolindo o mundo”. Feito um pac man doidão, de fato hoje o software está transformando de tal forma determinadas indústrias, que sua fome parece não ter fim. E que seremos todos engolidos por ela. Nós e nossas empresas.

Hoje eu digo hoje mesmo. Tipo, agora, neste exato instante em que você me lê, alguém está criando algo cuja tecnologia pode estragar seu dia amanhã. Esteja certo disso.

E não é apenas no âmbito dos softwares. Andreessen viu a ponta do iceberg. Tem uma imensa e sólida camada de outras tecnologias famintas engolindo pedaços enormes das nossas vidas neste exato momento.

Mas veja, desde que não seja você, essa fome toda pode ser na verdade uma enorme oportunidade de transformação para sua empresa.

Uma dessas tecnologias é a inteligência artificial. Ela já engoliu parte relevante das nossas vidas e nem percebemos. Por exemplo, o mais basicão … os muitas vezes chatos corretores ortográficos. Inteligência artificial, mais exatamente machine learning, engoliram (quando acertam) nosso tempo. Vão se aperfeiçoar e vão engolir um pedaço enorme da necessidade de digitação. Os assistentes virtuais todos, tipo siri, idem. Voz engolindo a digitação de vez. Os chatbots que todo mundo fala por aí, também. Engolindo gente e empregos.

Mas há outras formas menos aparentes mas igualmente relevantes de softwares famintos, que não vemos com tanta clareza e que estão lá também comendo experiências antigas e cuspindo soluções novas.

Os softwares de gestão, por exemplo. São soluções tecnológicas que agilizam e otimizam as organizações e seu workflow corporativo, do escritório ao estoque, passando pela logística e terminando na loja. Engolem ineficiência.

Há os programas de predição, que conseguem adivinhar, com cada vez mais acurada precisão, determinados movimentos de mercado, tendências de negócios, comportamento de compra dos consumidores, resultados que virão (ou não), conversões que ocorrerão (ou não), etc. Esses engolem incerteza e custos.

Indo mais além, as tecnologias avançadas de conexão das coisas. Sim, a internet das coisas. Ela nos interconecta hoje e nos interconectará cada vez mais, tudo com tudo, a gente no bolo. Comendo um vazio que estava no meio e que não servia para nada, a não ser separar-nos.

A fome da tecnologia é aparentemente infinita. Mas abre oportunidades infindáveis para que as empresas otimizem suas operações, sejam mais produtivas e mais rentáveis. Todas as citadas acima se alimentam de legados que já não nos servem mais e que, quando devorados, não deixam saudade para as corporações.

Isso se elas souberem se aproveitar desse apetite produtivo todo.

Essa fome só é e seguirá sendo ruim para profissionais indiferenciados e para empresas tardias.

Lembremos, no entanto, que empresas tardias estão sendo engolidas pela história desde sempre. E que profissionais indiferenciados sempre correram o risco de serem engolidos por sua própria indiferenciação.

As coisas agora só estão acontecendo mais rápido.

O recado aqui é … tenha fome você também. Seja um canibal de sua própria letargia. Devore novos conhecimentos. Morda cada fatia de novidade que lhe aparecer pela frente. Alimente-se do caldo grosso de novas culturas profissionais empresariais que nascem todos os dias. Coma seu medo com farinha. Raspe o prato da sua acomodação até não sobrar uma única migalha. Seja voraz de transformação.

Almoce limites. Jante superação.

Ou vire sobremesa do seu próprio futuro.

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Pyr Marcondes é jornalista, consultor e autor. Foi repórter da revista IstoÉ, Jornal da Tarde e Playboy. Foi diretor editorial para o Grupo Meio & Mensagem desde a década de 90. Foi Sócio e Diretor de Criação na agência de publicidade Grottera & Cia. (TBWA) durante 10 anos. Foi Country Manager do portal StarMedia no Brasil. Co-fundador e CEO da Digital Strategy, consultoria pioneira em marketing e comunicação digital no País. Co-Fundador e Diretor de Marketing da FUN Generation, empresa de mobile marketing. Co-Fundador e Diretor da Superbrands Brasil (2005/2009). Consultor adjunto da BrandFinance, consultoria de marcas inglesa (2004/2005). Foi Diretor-Geral da Plataforma Proxxima, de marketing e comunicação digital do Grupo M&M. É hoje Diretor Geral da M&M Consulting, empresa de consultoria e negócios para a indústria do marketing digital. Pyr Marcondes é autor de inúmeros livros sobre história da propaganda e sobre marcas. É hoje referência na indústria digital brasileira. É palestrante, membro de conselhos e consultor.

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