O Marketing na era do Pokémon Go

Por Henrique von Atzingen | 01 agosto 2016

Está certo, todo mundo já sabe o quanto os smartphones mudaram nossas vidas. Hoje não existem mais barreiras para qualquer um que tenha um smartphone. Podemos pesquisar preços, comprar, comparar os produtos com seus similares concorrentes, fazer o que quisermos. Essa tecnologia nas nossas mãos mudou a forma como compramos no dia a dia. Estamos todos os dias ligados nos smartphones e estes se tornaram a janela mais importante para o marketing das empresas. Para que isso fosse possível hoje, foi necessário que em 2007 o iPhone revolucionasse o mundo da tecnologia com sua interface intuitiva. Isso fez com que pessoas que antes não tinham facilidade para lidar com computadores e internet pudessem se tornar seres digitais. É necessário que uma tecnologia tome de assalto “viralmente” bilhões de pessoas para que um novo ciclo de inovação se inicie.

A tecnologia de realidade aumentada que mistura o virtual com o real existe desde que o iPhone misturou internet, câmera e GPS num mesmo aparelho. Muitos apps foram criados baseados nessa tecnologia. Nenhum chegou perto da adoção que o Pokémon Go está conseguindo agora. São milhares de pessoas, de todas as faixas etárias, jogando o mesmo jogo. É uma febre maior que a do Angry Birds, de 5 anos atrás. A diferença é que o jogo mistura de forma genial o virtual com o real. Ao entrar no jogo, você cria seu avatar e é logo transportado para um mapa, onde deverá procurar e caçar Pokémons, os tais bichinhos coloridos. Eles estão espalhados pela cidade. Isso mesmo. Nada de ficar de pijamas em casa. Coloque uma roupa confortável e vá para as ruas caçar os bichinhos. De repente, os millennials estão descobrindo as maravilhas da endorfina.

Os varejistas ficaram boquiabertos com essa nova tecnologia: “Quer dizer então que posso trazer mais pessoas para minha loja se conseguir colocar Pokémons a serem caçados lá dentro?”.

A resposta é sim. No jogo, seu avatar, depois que alcançar certo nível, pode ter um dispositivo chamado Lure. Esse dispositivo atrai os Pokémons para perto dele. Então, basta você, varejista, ter alguns jogadores em níveis avançados que possuem os Lures com o jogo ligado dentro de sua loja. A dúvida é: isso é efetivo? Você, varejista, acredita que vai converter mais vendas se tiver pessoas caçando Pokémons em sua loja? Ou isso vai atrapalhar suas vendas? Pessoas somente interessadas no jogo disputando espaço em sua loja com clientes que realmente querem comprar.

A minha opinião sobre o futuro de suas vendas e o Pokémon Go é positiva para você, varejista. Esse jogo não vai diretamente aumentar suas vendas, mas vai fazer algo muito mais valioso: ele vai treinar milhões de consumidores para entender o que é realidade aumentada. Vai tornar essa tecnologia intuitiva para todos. Vai abrir uma porta que até hoje nenhum varejista conseguiu explorar com sucesso.

Todas as apps de varejo de hoje em dia são semelhantes e até certo ponto boring. Poucas, como a App Glasses.com, realmente inovam. Veja se reconhece a app descrita a seguir: você abre a app e ela tem um banner com as ofertas especiais. No canto superior, tem o menu Hamburger (aquele das 3 barras horizontais, uma acima da outra), que aponta para os diversos departamentos da loja. Você tem um filtro para escolher qual produto quer. Geralmente sua pesquisa não funciona. Você rola a tela para baixo, rola, rola, até achar um produto e colocá-lo no seu carrinho. Finalmente, faz o checkout.

Reconheceu a app? Todas são assim, com poucas variações.

Agora imagine o varejista que entender a dinâmica da realidade aumentada: você entra na loja e abre a app. Consegue ver em 3D todo o mapa da loja e sua posição dentro dela. A partir do momento em que você vai andando, a app vai lhe apontando as ofertas mais próximas. Gostou de um produto? Aponte a câmera para ele e veja virtualmente surgirem todas as opções de cores, tamanhos e onde encontrar tudo isso na loja. Terminou de fazer suas escolhas? Clique em Pagar e a app o direcionará para um caixa virtual em que você será atendido por uma vendedora virtual no processo de pagamento, enquanto uma vendedora real faz o processo de embalagem dos produtos.

Tempos incríveis estamos vivendo. Todo ano, todo semestre, todo mês, a tecnologia invade novos modelos de negócios, transformando nossas vidas em um parque de diversões. Se você é varejista, reveja sua estratégia de mobilidade e GO!

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