NRF 2017: o que eu trouxe na bagagem

Por Carlos Siqueira | 09 fevereiro 2017

Há alguns dias, realizou-se em Nova York o NRF Big Show, um dos mais importantes encontros de varejistas de todo o mundo. Além do conteúdo do congresso, esse evento é uma ótima oportunidade para visitar lojas com o objetivo de encontrar boas ideias e avaliar o que pode ser implementado ou adaptado à nossa realidade e regionalidade. Separei algumas ideias e exemplos.

Projetar ambientes para o cliente testar o produto

Aberta em novembro de 2016, a Nike Concept Store é uma loja de mais de 5 mil metros quadrados localizada no Soho, bairro conhecido pelo comércio de marcas de luxo. Seus cinco andares criam uma experiência única aos amantes de esportes. O que chama a atenção nessa loja são os ambiente projetados para os clientes testarem o produto antes de comprar, seja em uma quadra de basquete, em um campo de futebol com gramado artificial ou em uma das esteiras com displays que simulam uma corrida no Central Park. Outro item que agrada na loja é a área voltada para a personalização dos produtos da marca. Uma curiosidade: é a primeira loja Nike nos Estados Unidos que disponibiliza o primeiro andar para categorias de produtos femininos.

Criar experiências imersivas para encantar o cliente

A marca de equipamentos eletrônicos Sonos buscou uma forma inovadora de se diferenciar e evitar a simples comparação de preços com seus concorrentes. A Sonos abriu sua primeira flagship store para divulgar o seu portfólio de apenas sete produtos. Em vez de colocar música alta por toda a loja, a marca criou diversos ambientes para o cliente experimentar os produtos como se estivesse em sua casa. A experiência na loja é incrível, tanto pelos ambientes como também pelo conhecimento e entusiasmo de seus vendedores.

Integrar o ambiente digital na loja para aumentar a efetividade das vendas

Ao entrar na loja de calçados e acessórios Aldo, o cliente recebe uma mensagem para abrir o aplicativo. Caso não queira usar seu aparelho, há tablets disponíveis para ter acesso às imagens e descrições dos produtos, compartilhá-las nas mídias sociais e verificar a disponibilidade de estoque. Quando encontra o produto desejado, o cliente pode solicitá-lo pelo aplicativo e o funcionário responsável pelo estoque se encarrega de trazê-lo. Esse modelo traz diversas vantagens: além de manter a loja em ordem, pois não há muitas caixas espalhadas pelo chão, o vendedor não se afasta do cliente e o atendimento é mais rápido e efetivo.

Esses são apenas alguns exemplos que mostram como o varejo vem se transformando na era digital. Atualmente, há diversos canais à disposição do consumidor, e a tendência é a integração da loja física com os canais digitais. Nesse cenário, o novo papel e diferencial da loja física é a capacidade de desenvolver experiências sensoriais que muitas vezes são impossíveis de ser reproduzidas no ambiente on-line.

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