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NRF 2016 – último dia

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Último dia de evento, semana muito rica de conteúdo para absorver e refletir o que me agregou mais. Compartilho um pouco do dia aqui na NRF 2016 e alguns testes de app mobile vistos em lojas.

Se eu fosse resumir o que levo para casa, diria:

“O varejo passa por uma revolução digital, e temos muito mais a aprender com as novas gerações do que eles conosco, pois o varejo que eles enxergam e virão a viver será muito diferente do que nossos avós e nós vivemos.”

Inevitável sensação de final de festa, mas temos ainda conteúdo a absorver. A key note session do dia focou em tendências do varejo com Marian Salzman. Uma das tendências é simplificação à moda Uber, “uberização”, se pudermos dizer assim. O consumidor está viciado em tecnologia, então temos que nos preparar para atendê-lo. Mesmo que “meio” presente na loja, a outra metade está conectada no seu smartphone. Por isso, esteja atento a como fazer seus app, pois novos serão inventados via crowdsourcing de forma muito rápida e eficiente. Sua marca tem que ser inteligente, pois a internet das coisas possibilita mais engajamento com consumidor e comunidade. Os grandes centros urbanos são caros, novos polos estão surgindo e o varejo pode ajudar a moldá-los. Experimentação é a nova escola! Não se esqueça: “The SMALL is the new BIG!”

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No encerramento do evento, houve uma sequência de apresentações de entrepreneurs, alguns casos de inovação com startups e outros com o compartilhamento de um ponto de vista. Priorizei três casos.

Stacy Ferreira, fundadora da Forrge, falou muito da geração millennium e como as gerações passaram a ter mais empregos ao longo do ciclo de vida profissional. Saindo de um emprego a vida inteira para quinze ou mais atualmente. Ela tem um negócio que gerencia horas de trabalho terceirizado, em que cada colaborador escolhe o tipo de trabalho e tempo e se voluntaria para executá-lo. Muito bom para mão de obra temporária no varejo e de acordo com a flexibilidade desejada pela geração millennium, e, mesmo com as restrições trabalhistas, é um conceito muito interessante para o varejo. E se ele fosse realizado com seus próprios colaboradores fixos?

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Outro caso interessante é o Pano Anthos. Ele explorou a evolução do poder computacional – hoje em nossas mãos os dispositivos móveis são muito mais poderosos que os supercomputadores dos anos 1970. Apesar disso, a grande massa do varejo ainda continua provendo uma experiência dentro de loja sem grandes mudanças nos últimos 100 anos. Ele enfatiza que precisamos trabalhar em três pontos-chave:

  • Design First: a experiência do usuário tem que mudar.
  • Impressão e vestimenta 3D: a cadeia de suprimento deve mudar.
  • Explorar a capacidade analítica no varejo: o compartilhamento das informações deve ser expandido.

Encerro com outro caso interessante, o da Natalia Allen, que criou um novo processo de fabricação de roupas, como se o robô imprimisse a roupa numa única peça, sem costura, minimizando as perdas. O interessante do caso é a possibilidade de produzir sob demanda, poder otimizar a cadeia de suprimento e principalmente a forte missão de sustentabilidade. Capta um pouco do que citamos ao longo desta manhã aqui em Nova York.

Encerrada a NRF 2016, fui a campo – vamos colocar em prática alguns conceitos testando alguns app mobile no meio de Manhattan. Ativei o Bluetooth e os apps de Macy’s, Game Stop, Shopkick e RetailMeNot.

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Iniciando pela Macy’s, o app já me alerta de uma loja próxima e como chegar lá na parte inferior do app. Dentro da loja posso fazer a pesquisa de preços por código de barras ou por realidade aumentada. O que se destaca no app é o modo em que faz uso da realidade aumentada, com o reconhecimento de imagem associado com o mínimo de filtro (exemplo: masculino e blazer) para ser mais coerente com as ofertas passadas e principalmente evitando que o usuário perca tempo digitando.

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O app da Game Stop é interessante na forma em que educa o usuário na sua utilização. Ele está atrelado ao programa de fidelidade, pelo qual o consumidor é incentivado a visitar as lojas e recompensado com pontos. Algumas lojas da Game Stop estão testando beacons para reconhecimento de presença e assim trazer informações ao vendedor a respeito de preferência do consumidor. O site da Game Stop tem uma base rica de informações e permite o cadastro de jogos que o consumidor já teve, tem ou deseja ter.

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Shopkick é um app que existe há alguns anos nos EUA. Ele incentiva o fluxo de consumidores em lojas. Este app tem um programa de fidelidade que acumulada pontos por tarefas realizadas, no caso visitar as lojas ou, em alguns casos, a compra de um produto em oferta. Gostei de testá-lo ao andar nas proximidades da Macy’s da 34th Street, pois tem muita loja de vestuário participante do Shopkick. Conforme andava na rua, um push notification aparece na minha tela dizendo que estou próximo a uma loja da American Eagle Outfitters e se eu visitá-la acumularia 50 pontos no programa. Fiz o teste, e ao chegar na vitrine ganhei os pontos, mas também recebi a mensagem de que se eu entrar e andar na loja poderia ganhar mais pontos ainda! Gamification aplicado num aplicativo que não é dono de nenhuma marca e produto, foca em compartilhar ofertas e aproximar consumidores delas.

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Por fim, vou falar do app RetailMeNot, que já uso há dois anos. Ele é uma espécie de catálogo digital de ofertas. Grandes marcas como Best Buy, Target e Macy’s, entre outras, fazem parte de sua base. Os americanos têm muito forte a cultura do cupom e realmente dá para se beneficiar, se atento às lojas que pretende visitar.

Em geral, achei muito interessante os recursos de uso e inteligência de cada app testado. Ao me colocar como usuário, tenho alguns pontos de atenção. Poucas pessoas deixam o Bluetooth ligado, então orientar que deve ser ativado é importante (caso Game Stop e Shopkick). Leitura de Bluetooth é boa para presença dentro de loja. Se for passar uma mensagem, considere que mesmo em tempo real o consumidor pode já ter passado pela vitrine da loja e não queira mudar de caminho. A mensagem da Shopkick comigo veio alguns segundos depois de ter passado a loja, mas retornei, pois queria testar. O modelo de gamification da Shopkick ainda pode fazer alguém mudar o caminho, pegar os pontos e seguir adiante. No caso do RetailMeNot, tem funcionado melhor para mim como catálogo digital, me planejando antes de sair de casa. Não me incentiva a fazer mudanças de caminho se já tenho algo em mente, e o conhecimento por geolocalização pode ser muito menos preciso antecipadamente à saída do consumidor às lojas.

Encerrei meu dia. Ainda vou fazer um sumário geral desta semana rica em Nova York na NRF 2016.

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