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A modinha dos labs é legal?

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Sim e não.

Há empresas que criam labs sem ter a menor ideia do por que. Outras estão de fato criando núcleos avançados de pesquisa e inovação de tirar o fôlego.

Fred Trajano, CEO do Magazine Luiza, no evento MaxiMídia, realizado semana passada em São Paulo pelo Grupo Meio & Mensagem, revelou que tem em seu lab 300 profissionais de desenvolvimento a serviço da inovação, mais outros 100 contratados externos.

É todo um exército a serviço de contribuir para que o Magazine Luiza seja, como é, líder disparado em tecnologia e inovação para varejo hoje no País. E ter sido essa estrutura, o lab, importante ponto de suporte para que a companhia deixasse uma situação de alta inadimplência para uma operação altamente lucrativa, que teve seu valor aumentado em dezenas e dezenas de vezes em dois anos.

Isso é um tipo de lab.

O outro é do tipo jogada de marketing.

Há muitas empresas em todos os setores da economia anunciando que criaram seus labs. Mandam pau no release para a imprensa, seus executivos aparecem lá com algumas frases vazias de efeito e boa: “Pronto, também lancei meu lab!”.

Esse tipo de atitude é de uma estupidez sem par. Por dois motivos óbvios.

Motivo óbvio 1: em pouco tempo, a máscara cai e o comando da empresa, seus acionistas e até mesmo seus consumidores nas redes sociais vão perceber que era tudo conto da carochinha.

Motivo óbvio 2: o mané que lidera uma atitude desse tipo não percebeu que a necessidade de inovação é muito mais séria do que imagina e que seu lab fake vai engolir seu emprego em muito breve. Sua marca também.

Labs são uma tendência sem volta porque a ideia de laboratório de avanços e inovação precisa ser de fato acelerada ao limite. Será dela que poderão sair, como no caso do Magazine Luiza, as soluções e caminhos para um futuro de avanços efetivamente bem sucedidos.

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Pyr Marcondes é jornalista, consultor e autor. Foi repórter da revista IstoÉ, Jornal da Tarde e Playboy. Foi diretor editorial para o Grupo Meio & Mensagem desde a década de 90. Foi Sócio e Diretor de Criação na agência de publicidade Grottera & Cia. (TBWA) durante 10 anos. Foi Country Manager do portal StarMedia no Brasil. Co-fundador e CEO da Digital Strategy, consultoria pioneira em marketing e comunicação digital no País. Co-Fundador e Diretor de Marketing da FUN Generation, empresa de mobile marketing. Co-Fundador e Diretor da Superbrands Brasil (2005/2009). Consultor adjunto da BrandFinance, consultoria de marcas inglesa (2004/2005). Foi Diretor-Geral da Plataforma Proxxima, de marketing e comunicação digital do Grupo M&M. É hoje Diretor Geral da M&M Consulting, empresa de consultoria e negócios para a indústria do marketing digital. Pyr Marcondes é autor de inúmeros livros sobre história da propaganda e sobre marcas. É hoje referência na indústria digital brasileira. É palestrante, membro de conselhos e consultor.

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