Modelo digital no Brasil inspirou mudanças globais da P&G. Por Karina Julio.

Por Innovation Insider | 09 maio 2017

Mercado brasileiro é referência em novos formatos e modelos da relação com agências, conforme explicou Poliana Sousa, diretora de marketing da companhia, nesta terça-feira, 9, em painel no ProXXima

A 11ª edição do Proxxima, evento do Grupo Meio & Mensagem, ocorre nesta terça e quarta-feira, 9 e 10 de maio, em São Paulo, com o objetivo de discutir marketing digital e inovação focada em resultados. Poliana Sousa, diretora de marketing da P&G no Brasil, abriu o evento e comentou a estratégia do maior anunciante do mundo. Diante do anúncio de que a marca cortará US$ 2 bilhões de seus investimentos em marketing, há alguns dias, a executiva explicou que o digital segue como uma iniciativa prioritária na empresa, mas que a revisão de prioridades foi necessária.

“Olhamos para o nosso spending de marketing e vimos que estávamos investindo em coisas que o consumidor não via. Havia muita coisa na cadeia, entre mídia e agências, e a produção não chegava nas mãos do consumidor, então decidimos rever nossas escolhas”, disse Poliana.

Poliana Sousa, da P&G, Foto: Denise Tadei

A profissional destacou a busca como resultados como o fio condutor da mudança, mas afirmou que o Brasil continua como um mercado importante na experimentação da empresa no que tange à publicidade, encabeçando novos formatos, modelos de organização com agências e ações que viraram referência no digital.

“Nosso modelo de agências no Brasil foi o que inspirou o Marc Pritchard (CBO DA P&G) a mudar parâmetros ao redor do mundo. Existe uma expectativa da empresa de que o Brasil seja um lugar que possa testar novos modelos de negócio no digital”, acrescentou. Agora, a empresa organiza seu marketing com base em pilares comuns que tem sido alvo da indústria, como a busca pela viewability e transparência entre a marca e parceiros. “Queremos garantir métricas auditadas e parcerias transparentes para saber exatamente o que estamos comprando e prevenir fraudes”, afirmou, ressaltando a parceria com o grupo Dentsu no Brasil.

O branded content foi apontado como a solução do anunciante para revitalizar suas marcas e se aproximar dos millennials, em uma abordagem que Poliana comparou às das startups. A preocupação em fazer campanhas não-intrusivas aumentou a intenção a intenção de compra em pelo menos 21%, de acordo com a executiva, além de aumentar o número de impressões e retenção do usuário nas redes. “O objetivo é transformar campanhas em resultados. Não adianta fazermos campanhas lindas, mas que não entregam ou vendem”, finalizou.

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