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Marketing Commerce: mas afinal, o que é isso?

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Vou facilitar sua vida: é a evolução do marketing para o puxadinho da última milha da venda. O comércio. Blaaargh! Aquela treco da venda, que o marketing nunca de verdade se preocupou, porque era coisa do pessoal de outras áreas da companhia.

Marketing é elite. Ajuda na definição de produto, analisa mercados, entrega posicionamento estratégico, comunica e divulga produtos e marcas, até analisa o impacto no resultado final das … blaaargh! … vendas, mas o seu não está diretamente na reta.

Pois vai estar.

O mundo digital e as novas tecnologias omnichannel, que integram mundo físico e digital desde a captura do consumidor no primeiro contato com a marca, no mundo on ou off, lá na boca do funil, e vai levando o coitado jornada abaixo até ele deixar de ser um lead para se transformar numa conversão (conversão sendo aqui um eufemismo para …. blaaargh! … vendas), tornou aquilo que eram tarefas estanques e até mesmo, na hierarquia organizacional das empresas, silos como que isolados, em uma cadeia única de valor. E de operação. Tudo rodando em cima de plataformas cada vez mais integradas, que vão desde a mídia programática ao clique final de compra no carrinho do e-commerce (ou na loja física, já que essas coisas andam cada vez menos separadas também entre si).

Isso é marketing commerce. Acabou a moleza, gente! O profissional de marketing vai ter que não só apresentar relatórios de investimentos e resultados de comunicação e marketing, mas entender também de …. blaaargh! … comércio. Varejão. Ponto de venda on e off. Comportamento e métricas de conversão.

Sei que muitos profissionais de marketing que eventualmente estejam lendo este texto vão dizer … “mas eu sempre me preocupei com …. blaaargh! … vendas!”.

Mentira! Se preocupou pra inglês ver. Nunca teve seu bônus atrelado ao bottom line da companhia no âmbito comercial, nem foi muitas vezes lá no depósito da loja ou no CD pra entender a logística da distribuição, essas coisas que gente de ….. blaargh! … vendas sempre teve que fazer. E foi cobrado por elas.

Prepare-se para enfiar a mão numa massa que, na real, você sempre achou uma coisa meio assim, digamos …. porquinha. Que está menos para Parigi e mais para Ceasa, percebe?

Bem vido ao mundo digital que está disrompendo sua carreira e tudo que você estava tranquilão lá fazendo na boa. Passe a ler e se informar sobre … blaargh! … comércio. A direção da sua empresa já, já vai te cobrar por isso. Como você estar lendo este texto agora, acredite.

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Pyr Marcondes é jornalista, consultor e autor. Foi repórter da revista IstoÉ, Jornal da Tarde e Playboy. Foi diretor editorial para o Grupo Meio & Mensagem desde a década de 90. Foi Sócio e Diretor de Criação na agência de publicidade Grottera & Cia. (TBWA) durante 10 anos. Foi Country Manager do portal StarMedia no Brasil. Co-fundador e CEO da Digital Strategy, consultoria pioneira em marketing e comunicação digital no País. Co-Fundador e Diretor de Marketing da FUN Generation, empresa de mobile marketing. Co-Fundador e Diretor da Superbrands Brasil (2005/2009). Consultor adjunto da BrandFinance, consultoria de marcas inglesa (2004/2005). Foi Diretor-Geral da Plataforma Proxxima, de marketing e comunicação digital do Grupo M&M. É hoje Diretor Geral da M&M Consulting, empresa de consultoria e negócios para a indústria do marketing digital. Pyr Marcondes é autor de inúmeros livros sobre história da propaganda e sobre marcas. É hoje referência na indústria digital brasileira. É palestrante, membro de conselhos e consultor.

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