“Ma que cazzo” é essa tal de computação quântica?

Por Rodrigo Giaffredo | 21 dezembro 2017

* Veja mais no canal “Inovação Possível” do YouTube

Fica difícil explicar de forma absurdamente simples, já te adianto.

Mas vou tentar aqui.

Pensa num jogo daqueles em que você coloca uma bolinha embaixo de um dos cinco copinhos, embaralha, e pede pra pessoa adivinhar onde a bolinha está.

Os computadores atuais, que armazenam informações em bits (0 e 1), levantariam cada um dos copinhos “N” vezes até encontrar a bolinha, justamente por causa da sua natureza de processamento binária (ou a bolinha está, ou a bolinha não está debaixo do copinho, no nosso exemplo aqui o “bolinha está” seria o 1, e o “bolinha não está” seria o zero).

Portanto, eles levantariam até 5 vezes (dependendo de onde a bolinha estivesse), o que leva X tempo – sendo o tal “X tempo” diretamente proporcional a quantidade de copinhos que ele tivesse que levantar até encontrar a bolinha – quanto mais copinho sem a bolinha, mais demorado fica.

Os computadores quânticos, por trazerem consigo princípios da mecânica quântica, fariam a descoberta de forma diferente.

Usando como elemento o Qbit (transportador físico de informações quânticas), e apoiado em conceitos como superposição (que torna possível um Qbit ser 0 e 1 ao mesmo tempo) e entrelaçamento * (que faz com que o estado de um Qbit se torne dependente do estado de outro Qbit perto ou longe, seja ele 0, 1, ou 01) o computador quântico levantaria os cinco copinhos de uma vez, fazendo o teste “está”, “não está”, e “está não estando” (louco demais né, mas é baseado na hipótese sobre estados quânticos chamada “O Gato de Schrödinger”, dá uma olhada depois), acertando na primeira tentativa.

* Uma analogia extrema pra facilitar o entendimento do conceito de entrelaçamento, é tipo você e seu crush escrevendo “em um relacionamento sério” no Facebook sabe, caso a situação mude, ambos mudarão de estado ao mesmo tempo pelo mesmo motivo, não importa em que lugar do planeta vocês estejam.

E por que essa parada é tão disruptiva afinal?

Porque enquanto a inteligência artificial é capaz de encontrar muito bem padrões escondidos em grandes quantidades de dados existentes, os computadores quânticos entregarão soluções para problemas onde é impossível identificar padrões, e por isso o número de possibilidades a serem exploradas para chegar às respostas é gigantesco demais para ser processado pelos computadores tradicionais.

Seria como expandir o teste da bolinha e copinhos para um cenário onde, por exemplo, houvessem 900 quintilhões de copinhos.

Imagina a demora do computador levantando copinho de um em um, testando “está” e “não está”, até descobrir que a maledeta da bolinha está no copinho 899 quintilhões…

Já um computador quântico com capacidade equivalente a 50 Qbits levantaria os copinhos de ** “2 elevado a 50” em “2 elevado a 50” tentativas, e acharia a bolinha muito, mas muito, mas muito mais rápido mesmo do que do jeito tradicional.

** 2 elevado a 50 = 1 quatrilião 125 trilhões 899 bilhões 906 mil 620

Pegou?

Mas qual a beleza de verdade disso tudo?

É um assunto novíssimo, cheio de possibilidades a serem exploradas em torno de problemas cabeludos contemporâneos tais como saúde, economia, cidades… e justamente por isso, faz com que a gente vislumbre um mundo de novas oportunidades.

E aí, vamos pra dentro?

Definitivamente a gente ainda tem muito copinho pra virar nessa vida!

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