A Loja de Tudo* THINKPolicyBrasil #4**

Por Fabio Rua | 10 junho 2016

A alusão ao título do livro de um dos maiores empreendedores da era digital***, define bem o resultado da metamorfose pela qual passou a internet nos últimos anos. De um mecanismo de transmissão de informações secretas entre bases militares dos EUA, durante o período da Guerra Fria, a internet evoluiu para um verdadeiro e aberto mercado de possibilidades, no qual não há limites para a imaginação, a inventividade, a colaboração e a realização do que há de melhor ou pior em cada um de nós.

Sob absolutamente todos os aspectos, ela é a Loja de Tudo. É por meio da sua plataforma que todos os tipos de transação e/ou relação se fazem possíveis neste mundo cada vez menos virtual.   Pela internet, pode-se levar educação de qualidade a qualquer cidadão do mundo. Ela é o fio condutor entre um paciente em estado delicado de saúde e um médico de um grande centro urbano, que já pode examiná-lo ou operá-lo à distância. Graças à conurbação propiciada pela sua ausência de fronteiras, a internet possibilita encontros, a realização de sonhos; como a compra de uma casa, de um carro; a gestão de um negócio ou até de uma cidade.

Aliada à mobilidade e avanços notáveis na análise de dados, inteligência artificial, segurança e velocidade de acesso, os modelos de compra e venda em cadeias integradas, administração e colaboração não param de se transformar, otimizando recursos e potencializando o que cada país ou região têm de melhor.

A julgar pelo seu alcance e impactos, é natural que governos se preocupem em regular o uso da internet e, principalmente, do fluxo de dados que transitam por entre a rede. O que é legítimo e desejável.   Contar com boas leis que protejam todo o ecossistema que dá sustentação ao crescimento da internet é premissa básica para a sua evolução. Afinal de contas, ninguém quer ter a sua privacidade violada, suas senhas roubadas ou imagem denegrida.

Neste contexto, formuladores de políticas públicas devem se engajar no debate e adoção de medidas para salvaguardar o movimento internacional de livre troca de informações, o que contribuirá ainda mais para o fortalecimento e sustentação deste modelo de evolução social e econômica que se tornou a internet.  Tais medidas devem incluir normas para preservar o fluxo de dados entre fronteiras e evitar requisitos para sua localização.

A IBM acredita que seus clientes, não os governos, devem determinar onde seus dados são armazenados, como são processados e por quem. Alguns clientes vão querer dados armazenados e tratados globalmente, enquanto outros podem preferir que eles fiquem guardados localmente por razões de conveniência, resiliência ou simples preferência. A fim de propiciar esse direito de escolha aos nossos clientes e parceiros, temos investido pesadamente na construção de centros de processamento de dados em nuvem ao redor do mundo. Mas a decisões relativas ao local onde o dado deve ficar armazenado deve ser impulsionada por critérios comerciais e não políticos.

Entre 2005 e 2012, os fluxos de informações transmitidas entre países aumentaram algo em torno de 18 vezes. Até 2025, espera-se que cresçam mais 8 vezes. Com os dados fundamentalmente remodelando a forma como vivemos e interagimos, governos devem ser incentivados a utilizar o seu poder para estimular o crescimento, a inovação e a criação de novos postos de trabalhos. Afinal de contas, na Loja de Tudo, oportunidade é o que não falta.

 

*Este post foi elaborado com base no texto Safeguarding the Future of Digital Trade, de Christopher A. Padilla, Vice President, IBM Government and Regulatory Affairs.  Para ter acesso à versão original, clique aqui

** Um série de seis posts com a nossa visão sobre a importância de políticas públicas em assuntos vitais para o futuro do comércio, da inovação e da sociedade.

***A Loja de Tudo. Jeff Bezos e a Era da Amazon, de Brad Stone. Editora Intrinseca.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.

White Paper relacionado


Marketing

7 dicas matadoras para iniciar seu Behavior Marketing.

Artigos Relacionados