Já somos todos cyborgs

Por Henrique von Atzingen | 23 Janeiro 2017

O conceito de cyborg na Wikipédia é:

“…an organism that has restored function or enhanced abilities due to the integration of some artificial component or technology…”

Foi em 1977, aos dois anos de idade, no interior de Minas Gerais, que me tornei cyborg. Naquele ano, comecei a usar óculos. Meu mundo naquele ano mudou. Passei a identificar os pequenos detalhes de meus carrinhos e, mais importante, comecei a acertar meus chutes na bola dente de leite que tinha.

Hoje olho para os lados e vejo que praticamente todos são cyborgs. Uns de óculos, outros com GPS, outros com um “personal assistant”. Cada um de sua forma pessoal escolhe qual tecnologia vai adicionar a seu dia a dia para melhorá-lo. O smartphone trouxe a tecnologia para perto de nosso corpo e a popularizou. Os últimos 10 anos foram a era de maior “ciborguização” da população mundial. Não precisamos chegar a usar “O Grão” da série Black Mirror para já sermos considerados cyborgs. Mesmo assim, as lentes de contato com nanotecnologia estão chegando…

Agora podemos tudo. Temos, pela primeira vez na história da civilização, juntinho de nosso corpo, um dispositivo com acesso a toda a informação do mundo. Esse dispositivo é muito fácil de usar. Crianças e vovós conseguem porque o software foi desenhado para ter uso intuitivo. Pensem nas possibilidades! Nada é impossível. Hoje as pessoas não precisam acumular conhecimentos. Precisam, na verdade, saber como buscá-los, correlacioná-los e usá-los da melhor forma possível (sim, eu ainda uso o hífen). O mundo ficou mais “soft”.

“O software está comendo o mundo!”, afirmou Marc Adreessen corretamente.

É preciso destacar como os softwares em geral estão cada vez mais intuitivos e simples de usar. Antigamente, para usar um PC, você precisava aprender listas de comandos, praticamente uma linguagem. Hoje os millennials não fazem ideia do que um comando “format c:” pode fazer porque não precisam mais saber desses detalhes. Camadas e camadas de software foram sendo adicionadas para facilitar a vida do usuário. É como se, em seu device com a adição de uma nova app, uma habilidade nova fosse adicionada ao seu ser. O software embarcado em nossos devices é o auge de nossa “ciborguização”.

Esse mundo das inovações exponenciais, que dá poder às pessoas, influencia diretamente os rumos das vidas de cada um. “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, raciocinou Peter Parker. Com o software já na sua era cognitiva, muitos empregos terão suas atividades influenciadas. Funções simples feitas por pessoas estão virando software. Vejam os carros autônomos, por exemplo. Pessoas serão impactadas em várias áreas e setores. Não vejo isso como catástrofe. Vejo como oportunidade para as pessoas se transformarem e galgarem novos desafios. A grande responsabilidade que cada um de nós precisa ter está relacionada a nosso desenvolvimento pessoal. Ter a força de vontade para buscar aprender algo novo é fundamental. Hoje as grandes empresas já valorizam e dão oportunidades melhores aos funcionários que sabem se desafiar a sair da zona de conforto e abraçar novos desafios que requerem novos conhecimentos. Sair da zona de conforto não é fácil, requer força de vontade, mas vale a pena, pois é além da zona de conforto que sua vida começa.

No mundo onde as tecnologias disruptivas nos transformaram em cyborgs, serão vitoriosos aqueles com força de vontade e ousadia.

E na sua vida, como a tecnologia está ampliando suas capacidades como ser humano? Comente abaixo, eu vou adorar.

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Um abraço!

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