Internet das coisas: inovação ou evolução?

Por Fabio Cossini | 20 dezembro 2016

Não faz muito tempo, o termo internet das coisas passou a fazer parte do nosso vocabulário técnico, muitas vezes chegando ao nosso cotidiano. Já nos havíamos acostumado à internet tanto quanto aos serviços básicos que fazem nossas vidas se tornarem mais fáceis, como luz, gás ou água encanada. Mas as duas palavrinhas, “das coisas”, causaram um pouco de confusão: será que é aquilo mesmo que estamos pensando? Objetos se comunicando por meio da internet? Parece que já havíamos visto isso de alguma forma antes. Afinal, a internet das coisas é inovação ou evolução?

Um dos pilares da internet das coisas são os sensores, que capturam dados analógicos do meio que os cerca, como temperatura em caminhão frigorífico, umidade em uma biblioteca de livros raros, tremores de terra em regiões vulcânicas ou pressão de um pneu de um Fórmula 1. De alguma forma, esses dados analógicos são transformados em dados digitais e transmitidos para algo ou alguém que os interpretará. E aqui notamos outros pilares da internet das coisas.

Transformar um dado analógico em digital necessita de algum tipo de dispositivo com componentes eletrônicos com tal capacidade. Além disso, esses dispositivos devem possuir processadores e memória para executar programas que empacotem os dados digitalizados e os transmitam para outros dispositivos ou computadores usando um modem. Aí já temos coisas falando entre si, não é mesmo? E adivinhe por qual rede aqueles dados trafegam? Ela mesma, a internet.

A última ponta na internet das coisas é saber o que fazer com todos esses dados capturados e transmitidos. Alguns sistemas analisam todos eles, geram insight ou já tomam decisões automáticas. Por exemplo, se o nível de um determinado córrego subiu sem que chuvas tenham ocorrido, presume-se que haja algum tipo de entupimento na rede pluvial e uma equipe de técnicos seja alertada sobre isso. Em outros casos, as análises podem ser exibidas em dashboards com gráficos e alertas para que pessoas possam analisá-las e tomar as ações cabíveis.

Em poucas frases, praticamente não vemos nada de novo em termos de tecnologias: microeletrônica, processadores, memória, modem, programação, telecomunicação, análise de dados e apresentação de informações. E, sem muito o que filosofar, a internet das coisas se parece bastante com outros sistemas computacionais que capturam, transmitem e analisam dados, como um sistema bancário que captura depósitos e gerencia o investimento do fluxo de caixa.

Dessa forma, podemos dizer que a internet das coisas é uma evolução de tecnologias que já estavam presentes em outros sistemas, mas o barateamento e a evolução dessas mesmas tecnologias possibilitaram que inovações como a criação de novos modelos de negócio ou soluções para mitigação de risco pudessem vir à tona.

Assim, bem em cima do muro, a internet das coisas é inovação e evolução ao mesmo tempo. Quer saber mais sobre IoT? Acompanhe meus próximos artigos, pois é isso que explorarei compartilhando um pouco da minha experiência com você.

Comentários

  1. Gian Paulo disse:

    Boa matéria!! Parabéns !!
    Vou acompanhar as próximas.
    Abraços.

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