Home Notícias Artigos Gerando dados (e mais dados…) com a Internet das Coisas

Gerando dados (e mais dados…) com a Internet das Coisas

222
0

A Internet das Coisas consegue transformar o mundo dos dados analógicos em dados digitais, criando novos mercados digitais onde empresas podem criar novos modelos de negócios entre si ou oferecer novos produtos e serviços para as pessoas. Temos as câmaras de comércio de energia como exemplo de um modelo de negócio que tem como matéria-prima dados e informações oriundos, cada vez mais, de aplicativos de IoT. No que diz respeito às pessoas, algumas empresas esportivas já desenvolveram roupas conectadas que podem “sentir” quais músculos estão sendo trabalhados por atletas de alta performance ou simples mortais nas academias.

Especialistas são claros ao dizer, apesar de não concordarem entre si em relação ao número final, que bilhões de dispositivos estarão conectados à internet nas próximas décadas, passando a fazer parte de nossas vidas direta ou indiretamente. A quantidade de dados que será gerada por esses dispositivos será tão grande que alguns desses especialistas já começam a desdenhar o termo Big Data. Aquilo que hoje entendemos como big, será muito pequeno comparado com o total de dados gerados em questão de segundos por milhares de sensores ao nosso redor.

Mas, antes que esse momento chegue, é necessário entender agora que a geração de dados pela Internet das Coisas é um dos pontos de atenção para quem desenvolve e mantém uma estratégia digital para sua empresa. Como mencionei no meu artigo “A estratégia para a IoT está nas plataformas”, um dos pilares de uma plataforma de IoT é sua capacidade de armazenamento e processamento de dados, após os dados serem transmitidos pelos dispositivos que os capturam.

A primeira necessidade de um aplicativo em relação aos seus dados é o registro histórico. Uma plataforma de IoT deve oferecer serviços de bancos de dados que consigam armazenar dados coletados ao longo do tempo para, dentre outras coisas, auditoria ou análise de tendências. As plataformas de IoT mais completas oferecem outros tipos de serviços de bancos de dados, como os de bancos de dados relacionais, não relacionais e os conhecidos para processamento de big data, neste caso mais comumente tendo como base o Apache Hadoop.

É certo que a Internet das Coisas nos encanta pela beleza com que dispositivos cada vez mais sofisticados conseguem digitalizar dados das mais diversas fontes, dando vida a novas formas de relacionamento entre nós e o meio que nos cerca. Mas o real valor da IoT é aquilo que podemos fazer com esses dados, a geração de análises e o insight que tiramos delas para a tomada de decisão e ação. E para que isso aconteça é fundamental que esses dados sejam armazenados em bancos de dados com grande capacidade de armazenamento, segurança e rapidez no processamento.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here