Geração Z: O que as marcas deveriam saber sobre os consumidores mais jovens?

Por Carlos Siqueira | 12 abril 2017

A primeira geração nativa digital, também conhecida como “Geração Z”, vai às compras. Com o objetivo de compreender seus hábitos e preferências, o Institute for Business Value (IBV) da IBM e a National Retail Federation (NRF) conduziram um estudo realizado com 15.600 jovens com idades entre 13 e 21 anos. Esse estudo aponta atitudes e comportamentos ímpares no comportamento dessa geração.

Uma geração megamóvel: para eles a tecnologia não é excitante, é esperada!

Diferente de outras gerações, o telefone celular é o principal dispositivo para acesso à Internet. Mais de um quarto dos respondentes informaram que passam mais de cinco horas por dia on-line, mas apenas uma fração desse tempo é gasto em compras e navegação. Um dos motivos é o baixo poder de consumo individual, pois a fonte de receita da maior parte desse público é a mesada recebida dos pais. Entretanto, na perspectiva das marcas há uma grande oportunidade de oferecer conteúdos interessantes e relevantes para aumentar o engajamento. Um bom exemplo é o projeto “Cornetto Cupidity Love Stories” da Unilever, o qual apresenta curta-metragens sobre a experiência de amor juvenil. O conteúdo é cativante e distribuído em um canal bastante utilizado pela geração: o Youtube.

A “cyberconsciência” também é algo intrínseco para eles. Desde cedo aprenderam a importância da privacidade e segurança on-line e são capazes de se policiarem. Menos de um terço sente-se confortável em compartilhar detalhes pessoais além de informações de contato e histórico de compras. Estabelecer confiança com essa geração é vital. Antes de compartilhar, eles esperam que as marcas sejam transparentes e mostrem diligência na proteção das informações e como seus dados pessoais serão armazenados e usados.

Expansão da estratégia móvel e de engajamento digital

As mídias sociais ainda são ferramentas importantes. Diferentemente dos Millenials, a Geração Z mostra-se cautelosa nas relações interpessoais on-line e mantém um círculo restrito de familiares e amigos. Dada a oportunidade, eles estão dispostos a assumir um papel mais ativo no envolvimento com as marcas. O estudo mostra que muitos deles querem estar ativamente envolvidos com suas marcas de preferência, seja no feedback para o design e avaliação de produtos, em campanhas com gamificação e na criação de conteúdo digital.

Os fundamentos ainda são importantes

Embora vivam em uma era de rápidas inovações tecnológicas, suas expectativas giram em torno de imperativos básicos do varejo: gostam de comprar onde há grande variedade, buscam conveniência e procuram por valor, em vez de apenas preço baixo. Na visão deles, os canais físicos e digitais estão interligados e eles esperam uma experiência sem atrito em todos os canais. Apesar de não serem tão leais às marcas, estão dispostos a promovê-las quando suas opiniões são reconhecidas e valorizadas. Por último, esta geração não compra produtos, compra experiências!

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