Espelho, espelho meu… Tens Internet das Coisas?

Por Fabio Cossini | 13 junho 2017

A Internet das Coisas está presente cada vez mais em vários ramos de negócio, desde em aplicações para o uso doméstico até em hospitais e fábricas. No comércio ela não poderia ficar de fora, sendo que atualmente vemos várias redes varejistas e atacadistas em meio a transformações digitais que têm como um de seus pilares a IoT. Vejamos algumas aplicações nessa área.

A começar por uma loja, a Internet das Coisas pode trabalhar para aumentar a eficiência operacional do sistema de ar condicionado, um dos grandes vilões do consumo de energia. Pode-se aplicar regras aos dados coletados pelos condensadores, evaporadoras, splitters e termômetros desse sistema e combiná-los com dados de estações meteorológicas próximas à loja para determinar o ponto ideal de funcionamento dos equipamentos. Como consequência, além do consumo ideal de energia, os clientes terão uma melhor experiência na loja.

A previsão meteorológica ainda pode ajudar os lojistas a determinar o melhor estoque para os próximos dias, bem como que produto colocar na vitrine. Um sensor de luminosidade na vitrine também daria insumos para que o sistema de iluminação da loja determinasse o lux ideal para que os clientes percebessem detalhes dos produtos expostos para venda.

Por meio de aplicativos celulares, como no caso da americana Macy’s, e de beacons espalhados pela loja pode-se identificar por onde os clientes estão transitando, por quais produtos sentem-se mais atraídos e quanto tempo ficam a admirá-los. Nesse momento, o lojista pode oferecer ao cliente uma oferta para compra de um determinado produto por meio do celular ou apresentar um vídeo de campanha em um iPad montado ao lado do produto.

No momento que o cliente escolhe o produto ofertado ao cliente pela loja, vamos supor uma peça de roupa, uma etiqueta de RFID também verifica o seu caminho, bem como o de outras peças, até os provadores. Dentro do provador, o espelho identifica a presença de um novo cliente e por meio de fala interage com ele, indicando-lhe outras roupas, acessórios e maquiagem que caiam bem com as peças que escolheu e com suas feições. Já com as roupas no corpo, o espelho tira fotos e as exibe instantaneamente fazendo montagens em diversas paisagens para que o cliente se imagine em diferentes lugares usando a roupa que acabou de provar.

Logo que o cliente paga por suas compras, o lojista tem análises em tempo real das escolhas do comprador, se escolheu a roupa ofertada ou decidiu-se por outra, se a oferta por acessórios complementares foi bem sucedida e se a média de receita por indivíduo está atingindo a meta. Além disso, o lojista já reprocessa seu controle de estoque e solicita novos itens para a loja, recoloca as peças dos provadores nas araras em menor tempo e diminui o ciclo de reposição.

Esses são poucos exemplos daquilo que a Internet das Coisas pode fazer em uma loja. Com certeza, um caminho sem volta na relação entre vendedores e consumidores.

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