Entenda por que a Inteligência Artificial não é coisa de filme e pode mudar nossas vidas

Por Jose Luis Spagnuolo | 21 setembro 2015

A história começa uns 200 milhões de anos atrás com a evolução de uma parte do cérebro conhecida como Neocórtex, que permitiu aos mamíferos não só sobreviverem as catástrofes do período cretáceo, mas também fazer do Homo Sapiens a espécie dominante no planeta terra. É no Neocórtex que ocorrem as funções superiores, como a percepção sensorial, intuição, a geração de comandos motores, raciocínio espacial, o pensamento consciente, criatividade, motivação, contexto, abstração e a linguagem. O cérebro humano possui também suas limitações, tais como memória, vieses cognitivas, velocidade de processamento, capacidades matemáticas e tamanho.

Por muito tempo o homem tenta reproduzir essas capacidades do cérebro em dispositivos e sistemas e até em 1950 o matemático Alan Turing chegou a propor um teste para avaliar se um sistema poderia exibir inteligência. Foi em 1956 que em uma conferência no Dartmount College que o cientista John McCarthy cunhou o termo Inteligência Artificial ou IA, para designar sistemas que pudessem simular o pensamento humano. Desde então a ciência da computação tem evoluído, com altos e baixos, na tentativa de alcançar o objetivo de dotar um sistema de inteligência.

Muito foi feito em jogos, logica formal e provas de teoremas. Robótica, representação de conhecimento e sistemas especialistas limitados a um determinado domínio também foram implementados. Mas por falta de um hardware poderoso para processar e armazenar tantas informações e principalmente algoritmos que pudessem lidar com incertezas e dados não estruturados a IA nunca vingou. Isso começou a mudar na década de 90 com a melhoria em processadores, memórias e armazenamento mais rápidos e algoritmos de redes neurais e machine learning. Em 2011 a IBM conseguiu um feito notável. Através do sistema Watson conseguiu bater sem duvida alguma os dois maiores jogadores de Jeopardy!, um jogo que requer o entendimento da linguagem natural, a busca por enormes quantidades de informação, a criação de hipóteses e tratamento de incertezas. Iniciou-se daí uma discussão na comunidade especializada para saber quando esses sistemas irão atingir o mesmo nível da inteligência humana, que é definida como a capacidade de executar qualquer tarefa que um ser humano adulto pode realizar e que não seja limitada a um único domínio. Os mais pessimistas acreditam que isso deva acontecer por volta de 2075, os mais otimistas em 2022 e a maioria acredita que seja por volta de 2040. Quando esse fato ocorrer teremos enormes implicações não só para o trabalho como também para a vida das pessoas, pois esses sistemas irão atuar em diversas áreas como assistentes dos trabalhadores que até então dependiam somente de pessoas. Hoje em dia muitos sistemas já exibem uma inteligência sobre humana em diversos tipos de jogos, como damas, xadrez e o próprio Jeopardy!.

Essa será a ultima invenção do ser humano e a partir desse ponto essa inteligência irá criar suas próximas versões, evoluir, passar a inteligência humana e inventar tudo o que for necessário para o futuro. Esses sistemas serão extremamente poderosos em alcançar seus objetivos e completar as tarefas que lhes sejam dadas. Estudos mostram que até hoje a introdução de novas tecnologias mais criou empregos do que destruiu, e acredita-se que isso irá se repetir e que a civilização irá rumar para uma economia de ideias. A riqueza neste novo mundo será a inovação e fato importante aqui é que precisaremos lidar de maneira diferente com esses sistemas, teremos que antes que eles comecem a operar, sejam capazes de embutir na suas essências os valores que são importantes e caros para toda a raça humana, para que compartilhem conosco, os mesmos objetivos de evolução, progresso e bem.

Por José Luis Spagnuolo

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