Edge computing: o poder na ponta da IoT

Por Fabio Cossini | 10 janeiro 2017

Uma ponta da IoT, como sabemos, é composta de sensores, atuadores e dispositivos, responsáveis por interagir com o contexto que os cerca com a coleta e a transmissão de dados ou a execução de comandos e a disponibilização de informações. Esses componentes, na maioria das vezes, vêm acompanhados de capacidade de processamento, possibilitando a execução de programas e o armazenamento de dados em si mesmos.

Algumas soluções de IoT, tanto em ambientes domésticos quanto em corporativos, já são acompanhadas dos cada vez mais potentes gateways. Eles funcionam com um middleware entre os dispositivos e a nuvem, onde residem as aplicações. Explicando melhor, os dispositivos que coletam dados com os sensores e executam comandos com os atuadores se comunicam com os gateways, e estes, com os aplicativos na nuvem. Cisco e Intel, dentre outras, são importantes fabricantes de gateways.

Um gateway é um hardware com capacidades de processamento e telecomunicação, no mínimo. Recentemente participei de um workshop da Intel para aprender o funcionamento do Intel Grove IoT Commercial Kit e vou tomá-lo como exemplo. Esse gateway possui o sistema Linux embarcado e se comunica com a internet por meio de uma rede Ethernet. Conectamos um Genuino com alguns sensores para coletar dados da sala de aula e transmiti-los ao Intel Grove. Este, então, enviava os dados para a nuvem da Intel, onde eram acessados por meio da Intel XDK, um ambiente para desenvolvimento de aplicativos, como páginas em HTML5. Até aqui, sem mistério.

O poder da computação na ponta (edge computing) está no gateway. Com o sistema Linux embarcado, foi possível instalar o Node.js, runtime que tem caído como uma luva para aplicações de IoT. Por meio do Node-RED, um ambiente visual para desenvolvimento de programas JavaScript que rodam sobre o Node.js, criamos algumas regras diretamente no gateway para acionar atuadores no Genuino. Além disso, desenvolvemos alguns fluxos para selecionar e transmitir somente os dados que seriam de interesse para nossa aplicação na nuvem. Por último, com a instalação do MongoDB também no gateway, executamos análises nos dados coletados e transmitimos somente as informações geradas para a nuvem.

Essas atividades representam um pouco daquilo que se pode realizar com um maior poder de processamento da ponta das aplicações de IoT. As ações podem ser tomadas mais rapidamente, como acionamento de alarmes ou paradas instantâneas de equipamentos que demonstrem risco para seus operadores. Somente os dados de interesse para as aplicações na nuvem são transmitidos, reduzindo o custo de telecomunicações e aumentando a eficiência geral da solução. As análises também podem ser distribuídas para aumentar a capacidade de processamento de dados.

Com a edge computing, levamos a IoT a um patamar mais alto em termos de eficiência operacional, relacionamento de uma aplicação com seus usuários e geração de informação (insight) para tomada de ações. É mais um passo na evolução tecnológica da internet das coisas e dos seus benefícios.

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