“Disrupção deve ser centrada em pessoas”. Por Isabella Lessa.

Por Innovation Insider | 11 maio 2017

Simon Martin, CEO da Oliver Agency, fala sobre a importância de as agências buscarem a reinvenção de seus negócios.


Simon Martin, CEO da Oliver Agency (Crédito: Celina Filgueiras)

Cada pessoa percebe o tempo de maneira diferente e as agências, assim como os anunciantes, precisam ter isso em mente para continuarem relevantes. Com essa fala, Simon Martin, chief executiva da rede agências in-house Oliver, sintetizou o que acredita ser o caminho que o mercado deve percorrer daqui em diante.

Primeiro palestrante desta quarta-feira, 10, segundo dia do ProXXIma 2017, o inglês explicou o que a Oliver – presente em 42 países com 80 operações – faz: cria agências in-house sob medida para seus clientes para garantir que a equação cliente e agência resulte em trabalhos eficientes, de forma a evitar um comportamento por vezes corriqueiro, quando a agência se apega ao trabalho e o cliente fica obstinado em ser disruptivo. “Agências e clientes precisam andar na mesma direção, é nossa obrigação executar trabalhos que acompanhem a velocidade da cultura”, diz.

A tão falada disrupção, segundo Martin, precisa estar centrada nos consumidores, nas pessoas e, em maior instância, na humanidade. E, para isso, é preciso entender que o comportamento do ser humano muda a uma velocidade sem precedentes e, portanto, os modelos de negócio precisam mudar também. “Precisamos reinventar nossos modelos de negócio continuamente, em vez de somente reagir a isso”, declara. O executivo, no entanto, fez questão de frisar que a Oliver, que fundou em 2004 com a premissa de aproximar agência e cliente ao máximo, não é a resposta de todos os problemas do mercado. “Estou satisfeito com o lugar que ocupamos hoje, pois temos um modelo adaptável. Optamos por operar in-house, mas isso não quer dizer que nosso modelo é o ideal para todo mundo”, comenta, citando que existem empresas de crowdsourcing, ad techs e consultorias brilhantes reinventando modos de atuar no mercado de marketing.

Para que as agências consigam reinventar-se, é preciso apoiar-se nos pilares da confiança e da transparência, salienta o executivo. E o momento não poderia ser mais propício para isso, visto que existem inúmeras ferramentas e tecnologias disponíveis para otimizar processos e melhor aproveitar os talentos das empresas. Para ser bem-sucedido, no entanto, é necessário juntar outros dois pilares: o diferencial competitivo e a capacidade de executar o que prometeu. “Há exemplos fantásticos de agências orientadas pelo marketing que construíram suas trajetórias de sucesso ao longo dos anos, seja pela reinvenção de seus produtos e serviços. Mas, por outro lado, há agências que não conseguem se distanciar de seu próprio sucesso para continuar trilhando um caminho que as mantenham relevantes”, analisa.

Para o executivo, a convergência dos players digitais, das consultorias e das agências apenas comprova o fato de que os modelos de negócio continuarão a se proliferar. “Todos estamos aprendendo e tendo ainda mais certeza de que precisamos ser mais ágeis, empáticos e transparentes”, afirma.

Martin também reforçou que, em junho, será lançada a operação brasileira da Oliver em São Paulo, conforme antecipado pelo Meio & Mensagem. O escritório será comandado pelo empreendedor André Zimmermann. À reportagem, Martin revelou que a nova operação irá anunciar seu primeiro cliente local nas próximas semanas.

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