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Crie novas fronteiras ao “comoditizar” seu conhecimento

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Durante o evento mundial de transformação digital IBM Interconnect 2016, não tive como deixar de refletir sobre como o conhecimento pode ser “comoditizado”. Estranho, não? Mas é isso mesmo…

Todos os negócios estão sendo desafiados a se transformar digitalmente, as expectativas dos clientes elevam muito a barra do jogo e manter profissionais bem capacitados é um grande desafio. Se pensarmos em disruptura, temos que comoditizar o nosso diferencial de um negócio. Se ele for intensamente dependente de pessoas, assim como o varejo é, como gerar essa disruptura?

O varejo, devido a sua característica de atendimento direto ao cliente final, acaba sendo muito dependente de pessoas. É uma indústria que emprega muitos profissionais em qualquer parte do globo. Sofreu uma grande transformação com a vinda do canal de comércio eletrônico (B2C). Se analisarmos a evolução desse canal, houve de alguma forma uma automação do conhecimento para maior efetividade de ofertas e conversão.

Quando falamos em automação, naturalmente nos lembramos de atividades repetitivas, em que até manuais de processos podem ser um excelente ponto de partida. Até que ponto podemos tomar parte do conhecimento de um especialista e replicar? Ou precisamos somente partir desses profissionais e teríamos um outro prisma para analisar os processos?

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Um exemplo de facilitação do acesso a um conhecimento muito especializado é a aplicação de computação cognitiva (Watson) da IBM no diagnóstico e tratamento de câncer há mais de três anos. Nesse caso, o conhecimento que humanamente seria impossível de ser absorvido por um único profissional passa a ficar à disposição dos médicos como um apoio à tomadas de decisões.

Se extrapolarmos o caso para outras indústrias, a nova geração de processos inteligentes deverá transcender a automação que conhecemos para efetivamente adicionar inteligência cognitiva aonde o computador possa assistir os especialistas. Dessa forma, parte do conhecimento do especialista passa a ficar acessível a vários profissionais, principalmente aos mais juniores, e catalisar sua evolução no papel dentro da sua organização. Por outro lado, os mais experientes ficam mais produtivos e poderão focar em elevar sua especialização.

Mas nem todo diferencial será de conhecimento gerado a partir dos especialistas. Muitos dados estão sendo gerados diariamente com a internet das coisas e pouco se explora. A IBM estima que, em 2020, 95% das empresas de software do mundo estarão aplicando alguma inteligência cognitiva em seus aplicativos. Vale pensar quais seriam esses dados não explorados que poderiam trazer um novo nível de competição ao seu negócio. O dado vira informação, que depois vira conhecimento…

Volto a pensar: qual nível de conhecimento que o diferencia pode ser comoditizado e qual seria a sua nova fronteira?

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