Como pousar Computação Cognitiva, IoT, Cloud e Mobilidade de forma inovadora dentro de sua empresa e encantar seus clientes de forma que eles nunca mais olhem para os concorrentes?

Por Henrique von Atzingen | 22 dezembro 2015

Legal hein? Espero que com esse título tenho atraído sua atenção, porque o que você está prestes a ler foi escrito baseado em conhecimento aplicado, testado e aprovado este ano!

A evolução tecnológica comprovadamente segue uma curva exponencial. A dez anos atrás não existiam smartphones (iOS, Android),  o Facebook não era aberto ao público, não havia Watson, não haviam Clouds Públicas, nem Computação Cognitiva. Pois bem, dez anos se passaram e esse avanço estrondoso de novas tecnologias colocou nosso mundo em uma nova era.

A união de Cloud, com Mobilidade, trouxe a explosão de Apps. Os custos de se entrar nesse mundo de empreendedorismo são muito baixos. Startups de todos os lados surgiram com idéias brilhantes para resolver os mais diversos problemas do mundo de forma inovadora. De Israel veio o Waze, da Suécia veio o Spotify, da Dinamarca veio o Vivino, de Londres veio o Shazam, etc. Todos resolvem problemas específicos, que tecnicamente são muito complexos de se resolver, mas para o usuário proporciona uma experiência simples e mágica.

Mas como lidar com essa dualidade? Tecnologia cada vez mais capaz e complexa e de outro lado usuários e clientes cada vez mais sedentos por simplicidade. Aqui une-se duas ciências diferentes em uma só, o mundo de conhecimentos técnicos com o mundo de conhecimentos sociais.

Do lado técnico, entender a complexidade das melhores ferramentas tecnológicas como a computação cognitiva, a internet das coisas, o conceito de “mobile first”, o uso correto de clouds híbridas, faz com que as soluções fiquem mais poderosas e completas. Aqui o conhecimento das técnicas e uso das ferramentas de tecnologia é fundamental. Para exemplificar imagine que você precise pintar sua casa. O seu pintor vai precisar conhecer detalhes das técnicas de pintura. Quais as funções de cada tipo de pincel, quando usar uma brocha, qual a ordem de cada processo de pintura. Imagine um pintor que não domine o uso do pincel, do rolo de pintura ou não saiba subir em escadas. Seria o mesmo que um inovador tecnológico que não soubesse empregar Internet das Coisas, Computação Cognitiva, Cloud e Mobilidade. Provavelmente não vai entregar inovação.

Do lado humano conhecer a ciência da experiência do usuário é fundamental. Como atrair e reter a atenção? Como engajar? Que tipo de interface se adequa melhor a cada situação ou contexto de seu usuário? O usuário da tecnologia vai usá-la andando nas ruas, como por exemplo uma pessoa usa o Uber? Ou o usuário vai estar deitado na cama? A ciência do design de interação está cada vez mais avançada. É preciso entregar uma interface de fácil entendimento e usabilidade. Isso significa que apenas o conhecimento das ferramentas não garante o sucesso da tecnologia. Voltando à analogia do pintor, ele precisa saber combinar as tintas e criar um ambiente que o cliente se sinta bem. Um aplicativo mobile tem grandes chances de sucesso quando consegue unir tecnologia de ponta com simplicidade de uso. Aqui um mantra é unânime: “Simplificar, simplificar, simplificar”. Isto é, tendo sua versão final de aplicativo pronta, estude-a novamente e a simplifique. Logo em seguida diante da versão mais simples, estude-a novamente e a simplifique mais uma vez. Para finalizar, simplifique-a de novo! O resultado dessa prática é sensacional.

Falta um fator para o total sucesso dessa receita. Resolver um problema de forma cirúrgica e matadora. De nada serve toda tecnologia do mundo, entregue da forma mais simples e fluída, se não resolver um problema. Imagine se o Waze te levasse pelos caminhos de maior trânsito. Imagine se o Shazam não acertasse o nome da música. Imagine se o Vivino não encontrasse o vinho que você digitalizou. Entender um problema e resolvê-lo é a alma da tecnologia. Os aplicativos de sucesso têm muito bem mapeado sua proposição de valor, isto é, qual problema de qual pessoa ele resolve. Se a tecnologia são os ossos e músculos, e o design de usabilidade é a harmonia entre os sentidos (visão, audição, tato, etc), então resolver o problema é o cérebro.

Neste momento chegamos na hora da verdade. Como definir o problema? Como pousar tecnologias como Computação Cognitiva, Mobilidade, Internet das Coisas para resolver um problema corporativo real de uma forma inovadora? Depois de idealizar, implementar e executar dez sessões de Design Thinking na IBM com diversos clientes distintos posso atestar que esse é o caminho certo.

Criamos uma dinâmica onde participam pessoas com conhecimentos multidisciplinares, e os valores aplicados são: criatividade, trabalho em equipe, foco na empatia do usuário, curiosidade e “nada é impossível”. Nas sessões de Design Thinking entendemos os problemas de negócios dos clientes. Mapeamos claramente quais fatores influenciam esses problemas. O que torna os problemas críticos. Entendemos quais pessoas influenciam a existência dos problemas de negócios. Fazemos mapas de empatia para entender como essas pessoas pensam, agem e o que elas sentem. Toda essa discussão exploratória serve de base para fazermos depois uma priorização dos fatores mais prioritários a serem atacados. No final temos um mapa claro e óbvio de onde e como aplicar a tecnologia para resolver os problemas de negócios de nossos clientes.

Com essas sessões de Design Thinking saíram soluções super inovadoras, onde conseguimos encaixar mobile, cloud, e outras tecnologias complexas criando soluções simples e fáceis de usar. Isso é recompensador. Saber que a complexidade tecnológica não é obrigatoriamente complexa para a linha de negócios das empresas e muito menos para os clientes finais.

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