Cloud? Mas eu sou de marketing, o que tenho a ver com isso?

Por Tiago Bueno | 14 abril 2016

Não sei você, mas muitas vezes já me deparei com algum conceito, modinha ou simplesmente uma sigla que nunca vi antes e que de repente começa a aparecer por todo o lugar: nas conversas com colegas de trabalho, na última reunião com o cliente, no vídeo do TED, etc.

E se a gente que é de marketing já costuma ser inundado por bordões novos a toda hora, imagina quando termos de outras áreas começam a invadir o nosso dia a dia? A tecnologia é um exemplo: dificilmente conseguimos falar de campanhas, target, ativação, aumento de conversão, etc. sem citar algum tipo de ferramenta ou solução.

Mas aí quando o assunto começa a ficar complicado demais, abstrato demais ou claramente fora da minha responsabilidade (tanto que nunca vieram me perguntar nada sobre isso), a correria do dia a dia acaba deixando pra lá o aprofundamento sobre o tema.

E a questão do Cloud, da computação em nuvem, me parece um ótimo exemplo disso: suficientemente abstrato para passar despercebido no dia a dia, mas extremamente relevante e diferenciante (se é que essa palavra existe) quando começamos a entender como ele pode alavancar as nossas ações.

Então gostaria de dar a minha pequena contribuição sobre o tema. Estou longe de ser um expert, claro, sou só mais um cara que teve aprender na marra para poder conversar com clientes e parceiros.

De maneira geral, acredito que muito mais do que uma tecnologia, o cloud é um habilitador para a inovação digital. E quando falo de inovação digital, não falo só do que está ao nosso alcance, das ferramentas, dispositivos e redes sociais que “tocamos” todos os dias.

Imagine uma empresa: para cada área existe uma infinidade de processos que precisam ocorrer para que o todo funcione. A grande maioria desses processos é muito dependende de tecnologia, portanto se a base que faz eles funcionarem não for ágil, flexível, responsiva, inovadora, fornecer uma boa experiência ao funcionário, etc. a empresa como um todo será afetada, certo?

E é justamente nesse quesito que a computação em nuvem está se tornando cada vez mais essencial.

Quando você pensa em aumentar o ticket médio do seu principal produto, por exemplo, criando uma nova funcionalidade, o que ocorre? Cada nova funcionalidade impacta a área responsável pela produção, seja ela de um produto físico ou digital. Quanto mais rápido a área de desenvolvimento conseguir desenhar, prototipar e testar o novo produto final, mais rápido a empresa, os seus clientes e você poderão se beneficiar.

Se ela tiver acesso a soluções disponíveis na nuvem, poderá fazer com que isso tudo ocorra de maneira ágil, sem precisar instalar e configurar novos softwares, sem precisar comprar o servidor que irá sustentar o sistema e – talvez o melhor de tudo – terá acesso a uma quase infinidade de serviços via acesso direto ou API, alguns deles que foram desenvolvidos por alguém do outro lado do mundo que talvez saiba codificar melhor do que interpretar um texto.

E isso tudo já estará pronto e disponível no momento zero, precisando somente de usuário e senha para acessar. Graças ao cloud.

Por isso acho essencial encarar a computação em nuvem muito menos como uma tecnologia, um servidor distante, uma linguagem de programação, um frio “software as a service”, e mais como uma possibilidade incrível, real e acessível de colocar rapidamente em prática as campanhas, estratégias e inovações (e até projetos pessoais, por que não?) que surgem a todo momento. Faz sentido, não?

Comentários

  1. Parabéns pelo Artigo Tiago! Obrigado por compartilhar sua visão sobre um tema tão relevante e ainda pouco falado nas agências e áreas de marketing!

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