Atente para estas quatro letrinhas: GDPR

Por Innovation Insider | 15 dezembro 2017

Em inglês, elas querem dizer General Data Protection Regulation (ou, em português, Regulação para Proteção Geral de Dados, numa tradução explícita). Trata-se de um conjunto de regras jurídicas que entrarão em vigor em 25 de Maio de 2018 na Europa e que exigirá que os editores (publishers) obtenham o consentimento explícito de suas audiências, consumidores, para como usam os seus dados. Abrange não apenas as empresas com sede na Europa, mas qualquer editor ou fornecedor que atua nesses países. Ou seja, todas as operações internacionais de publishing e de conteúdo.

Não vão mais valer os recursos clássicos do tipo “clique aqui para concordar com as regras deste site”.

Em vez disso, os internautas provavelmente serão saudados com uma explicação que esclarece que, para que aquele publisher mantenha seu conteúdo aberto e de livre acesso, que ele precisa ter acordos comerciais (e de uso de dados) com empresas parceiras. Em seguida, deverá aparecer uma lista de todas as empresas com as quais o editor trabalha para coletar esses dados.

Essas listas podem incluir facilmente centenas de nomes. Solicitar o consentimento para cada empresa, um por um, não é prático, mas será isso que deverá ser obrigatório.

Mesmo que as editoras tenham permissão para reunir uma assinatura geral dos consumidores, exibir uma longa lista de empresas que coletam dados dos visitantes pode levar a maiores taxas de rejeição, especialmente em telas móveis pequenas.

“O medo dos publishers é que nenhum internauta quer uma experiência onde há centenas de pop-ups para cada empresa que está procurando rastrear cada indivíduo”, diz Senny Boone, conselheira geral do Data e Associação de Marketing. “Os editores não querem uma experiência ruim para seus consumidores”.

Não está claro ainda, no atual momento de discussão sobre detalhes da nova legislação, se as empresas de dados terão também elas que pedir permissão aos usuários. Tenham elas ou não que obter essas permissões, o fato é que os publishers terão que necessariamente cuidar mais dos acordos que fazem com terceiros para sua operação de dados.

Apesar do GDPR ser uma iniciativa estritamente europeia, a verdade é que ela aponta uma tendência internacional de maior controle no uso de dados dos internautas no mundo online.

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