Anunciantes relutam em investir em mobile e perdem oportunidades escancaradas

Por Pyr Marcondes | 18 abril 2016

Embora os anunciantes estejam cansados de saber que mobile é a bola da vez, simplesmente porque lá estamos todos nós, consumidores de todos os tipos e de todas as faixas de renda, inclusive os próprios gestores das verbas de marketing do mercado, eles ainda não investem apropriadamente nesse canal. Não se considerarmos a proporção que deveria nortear a lógica de equivalência das verbas, de um lado, versus os volumes de audiência, de outro.

É isso que mostra recente estudo da Forrester.

Apenas 13% dos anunciantes, revela o levantamento, dizem que estrategicamente integram o mobile com o restante do seu mix de mídia e de marketing.

São poucos assim porque, revela outro dado da pesquisa, apenas 27% dos anunciantes entrevistados afirmaram que o ROI de suas campanhas de marketing mobile são rentáveis, enquanto 67% disseram que simplesmente não conseguem medir o ROI de forma alguma.

Aí, ferrou!

Além disso, somente 20% deles tem verbas especificamente destinadas ao mobile e apenas 10% consideram suas empresas como organizações mobile-savvy, ou seja, espertas em mobilidade.

A maioria dos entrevistados, 56% mais precisamente, atuam com vários parceiros para enderçar suas necessidades no mundo móvel, como agências, fornecedores especializados e fornecedores de plataformas de tecnologia. Algo inevitável (a variedade de fornecedores) quando se fala em mobile. E gerir várias verticais operacionais em paralelo e ao mesmo tempo, sabemos, complica muito a vida dos profissionais de marketing.

A verdade é que os anuncaitnes têm dúvidas, muitas dúvidas. Como não têm a disposição indicadores claros e facilmente adminsitráveis para terem certeza de que suas verbas tem o retorno adequado no ambiente mobile, não investem. Mais que isso, não dominam, nem sabem direito como investir no canal, porque há várias alternativas, formatos, tecnologias a disposição, o que em tese deveria ser bom, mas acaba confundindo quem está inseguro e não domina o ambiente.

Sem programas consultivos eficientes a disposição no mercado para sanar suas dúvidas, os anunciantes estão semi-paralizados. Apelam para os testes de risco na prática, tipo stop and go, investindo pequenas verbas e vendo na real o que funciona e o que não.

Estamos diante de uma lombada, imensa, de aprendizado. Desconhecimento é, muitas vezes, uma barreira intransponível. Ninguém vai aplicar verbas de marketeing em oportunidades que não asseguram com clareza seus benefícios ou sua rentabilidade.

A culpa disso tudo é do próprio setor mobile, dos players de toda ordem, credo e cor desse ecosistema. São, em sua maioria, empresas de tecnologia, que não estão sabendo explicar direito o que têm a oferecer, nem as vantagens do que têm a oferecer.

Coadjuvantes nessa responsabilidade aparecem as agências, que deveriam cumprir esse papel pedagógico, mas também elas, em sua maioria, desconhecem as entranhas em detalhes do mundo digital. Sabem fazer aplicativos, e só. O resto, é um deserto de desconhciemnto para elas. E o resto é imenso.

Por fim, cabe aos próprios anunciantes mexerem-se de suas cadeiras felpudas de escritórios em prédios envidraçados e fazerem, eles mesmos, sua lição de casa. Formas de aprendizado, caso manifestem interesse em aprender, acabam aparecendo.

Ignorância é, neste caso, uma opção. É também uma assumida preferência por não rentabilizar devidamente os investimentos de marketing, em um mercado que está lá, ávido por consumir, mas ninguém oferece no quê. Porque ignora como.

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