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Analytics: o maior valor da Internet das Coisas

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Em meu último artigo, “Gerando dados (e mais dados…) com a Internet das Coisas”, descrevi como a IoT se torna uma das maiores ferramentas para geração de dados, uma vez que possibilita a digitalização de dados analógicos ao nosso redor. Com essa possibilidade, as empresas passam a ser capazes, cada vez mais, de criar novos modelos de negócio e novas formas de relacionamento com seus clientes, reduzir o custo de suas operações com maior eficiência e mitigar seus riscos. Mas por mais que nos fascinemos com dispositivos e objetos inovadores conectados à Internet das Coisas, a grande revolução dessa tecnologia só pode ser materializada com a análise dos dados capturados, isto é, com Analytics.

Num primeiro momento, a IoT gera dados descritivos. Podemos perceber isso por meio de termômetros, barômetros ou qualquer outro sensor que captura dados analógicos e os transforma em digitais. Imagine a planta de uma fábrica com máquinas sensorizadas coletando dados do seu funcionamento e da cadeia produtiva. Nesse momento, o gerente da fábrica possui apenas uma foto da situação atual desses ativos e processos. Para adicionar um pouco de inteligência à IoT, análises baseadas em condições poderiam alertar esse gerente caso uma máquina superaquecesse tão logo esse evento fosse capturado.

O próximo passo dessa jornada analítica é aquilo que conhecemos como análise de dados tradicional, baseada em estatística e comumente encontrada naquilo que conhecemos como business intelligence (BI). Aqui se pode correlacionar dados de vários tipos e origens para responder a várias questões chegando à criação de modelos preditivos e prescritivos. O gerente daquela fábrica poderia correlacionar os dados de funcionamento das máquinas com dados de clima da cidade onde a fábrica está localizada e dos dados vitais dos trabalhadores para predizer quando uma máquina apresentará uma interrupção na produção ou quando os trabalhadores estarão mais propensos a um acidente de trabalho.

Mais recentemente, outro grande passo foi dado para expandir a capacidade analítica proporcionada pelos dados gerados pela Internet das Coisas: a computação cognitiva. Por meio dela, a capacidade de análise de dados se torna muito similar à capacidade cognitiva humana, como a leitura, audição, fala e aprendizado. Um microfone integrado à uma máquina poderia ouvir o som de seus componentes e identificar algum tipo de timbre ou ritmo diferentes do normal. O gerente da fábrica poderia inserir os manuais de diagnóstico de problemas na plataforma de IoT de sua empresa para correlacionar os dados estruturados de uma falha na máquina com os textos em linguagem natural dos manuais, encontrando uma resposta ao problema com mais rapidez. Similarmente, os funcionários mais experientes poderiam passar seu conhecimento à plataforma de IoT para que ela aprendesse com um conhecimento muitas vezes não estruturado.

A Internet das Coisas, no final das contas, acaba sendo um grande viabilizador da transformação digital pela qual muitas empresas estão embarcando. Ela é a ponta de coleta de dados e também um meio de apresentação de informações ou tomada de ações. Mas, simplesmente, não pode viver sem a capacidade de análise de dados oferecida pelas plataformas mais robustas. É nisso que está seu valor!

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