Alfaiataria 2.0: tecnologia e personalização para as marcas

Por Henrique von Atzingen | 20 setembro 2016

“O traço marcante da alfaiataria é a busca continua do alfaiate pela perfeição, respeitando sempre as particularidades e medidas de cada cliente. Onde cada peça é confeccionada exclusivamente de acordo com as preferências de cada um, assim, a qualidade fica em primeiro lugar para satisfazer as exigências de clientes que fazem questão de peças sob medida.”

Assim a Wikipedia define uma alfaiataria. Fica bastante clara e enfática a preocupação em atender o cliente final. Algumas décadas atrás, a tecnologia entrava em todas as casas do mundo através dos Personal Computers. Naquela época, as funções principais disponíveis para os usuários eram planilhas, editores de texto e alguns jogos. Para conseguir operar o computador, o usuário tinha de aprender um idioma novo, o famoso sistema operacional. Naquela época, os fabricantes de tecnologia deixavam para o usuário a tarefa de ler manuais, estudar e aprender os comandos. Os produtos eram definidos, e os usuários que se virassem para se adaptar ao produto e usá-lo.

A tecnologia evoluiu e, em 2007, um produto surgiu com um conceito novo. Por que não tirar das costas do usuário o trabalho de ler manuais para aprender a usar a tecnologia? Por que não criar produtos que em sua concepção já sejam intuitivos do ponto de vista do uso. Assim veio o iPhone em 2007, com sua interface intuitiva. Um produto mágico que entende a gravidade e a inércia. Isso mudou tudo. Copiando esse conceito, veio a interface do Android, e ambos massificaram a tecnologia no mundo. Hoje bilhões de pessoas usam seus smartphones para tudo. Ao invadir nossas vidas, essa tecnologia nos fez seres melhores, mais produtivos e também mais exigentes.

Levamos essa exigência para as empresas onde trabalhamos e também para as empresas das quais somos clientes. Queremos trabalhar usando esses devices intuitivos. Queremos que nosso banco tenha uma app de fácil uso, queremos que nossa provedora de TV a cabo tenha um app que nos dê acesso a vídeos em qualquer lugar e momento. Nossas demandas subiram muito, e as empresas precisam estar preparadas para isso.

Assim estamos em um novo paradigma de entrega de soluções tecnológicas. Eu o chamo de Alfaiataria 2.0. Nossos clientes são Personas que possuem problemas e demandam ser maravilhados por nossa tecnologia. Do lado deles, um device inteligente, que lhes dá a capacidade de rapidamente solucionar seus problemas. Do nosso lado, as ferramentas do Alfaiataria 2.0: ao invés de linhas, o Cloud Computing; ao invés da trena, o Design Thinking; ao invés de uma conversa amigável, Cognitive Computing. O Alfaiate de tecnologia faz seus testes diretamente com usuários, usando a metodologia Agile. Milhares de testes e ajustes com intensa interação com o cliente. Entregas constantes de melhorias ao produto, que nunca será um produto final. O Alfaiate de tecnologia não é uma pessoa. Ele é formado por um time com múltiplas formações como designer, programador, médico, matemático, administrador, antropólogo; e também por novos profissionais como forward thinkers, innovation catalysts, user interaction designers, cognitive engineers, data scientists, cloud advisors e outros. Isso acontece pois apenas a união perfeita entre ciências humanas e tecnologia pode proporcionar soluções que vestem perfeitamente os usuários.

A Alfaiataria 2.0 surge em ambientes formais e informais. Em laboratórios de grandes empresas ou em espaços de co-working, onde eternos insatisfeitos conspiram para redesenhar o mundo de uma forma mais inteligente. Conspiram para desenhar o terno perfeito, que vai satisfazer de forma retumbante seus clientes. Se você está em uma grande empresa e está eternamente inconformado, buscando a transformação digital, buscando fazer um salto quântico de entrega de valor digital, olhe para os lados e busque ajuda em uma Alfaiataria 2.0.

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