Home Notícias Artigos Agile não é “rapidinho”

Agile não é “rapidinho”

81
0

Sério, não é. Para de repetir essa bobagem por aí, é mico.

Agile também não é “faz assim mesmo, depois a gente vê”.

Muito menos “entrega qualquer coisa”.

Esse papo de que Agile não tem data, besteira gigantesca também, não me vai passar

vergonha defendendo um sacrilégio desses.

Ah, olha só, Agile não é improviso também não.

Nem criatividade. Nem inovação.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Agile também não é sem budget.

Não é só pra mobile e web.

Não é só coisa de gente jovem.

Não é só coisa de startup, ou de empresa pequena.

Agile não é só pra projeto.

Agile não é metodologia.

Não é framework.

Não é enfiado “goela” abaixo, nem entubado de cima pra baixo.

Agile é manifesto. É rebeldia mesmo, é questionamento do status quo. Nos trilhos de valores e princípios sólidos, acompanhados de mais ou menos práticas de colaboração, liderança e entrega, a gosto do freguês.

Agile é abertura, respeito, confiança e coragem. Pra errar, aprender, corrigir o curso e seguir o baile.

Agile é preferir colaborar e preterir processos e ferramentas desnecessários ou impeditivos.

É preferir um produto funcional em vez de documentação exaustiva.

É preferir colaborar com o cliente em vez de se esconder atrás de contratos.

É corrigir o curso se precisar, em vez de seguir “idiotamente” um plano furado se for o caso.

Agile é dar clareza de objetivo, trabalhar interativamente, errar logo (e barato), aprender e se ajustar.

E nesse contexto, times “empoderados” arrebentam. Inovam e se tornam criativos, porque o erro não é achincalhado, mas usado para melhorar.

Tem Agile pra mobile e web sim, mas tem pra mainframe, finanças, marketing e comunicações, infraestrutura, e o que mais você quiser.

A gente fica rápido num cenário desses, porque se especializa e cria entrosamento. E não porque faz “rapidinho, de qualquer jeito”.

Pronto, falei.

Quer saber mais? Dá uma lida no Agile Manifesto, mas se prepara, vai dar nó na cachola.

Previous article10 barreiras na Jornada do Consumidor e como superá-las!
Next articleRobôs fazendo gestão estratégica: vai rolar?
Rodrigo Giaffredo, empresário, palestrante, escritor, executivo, professor, colunista. Sócio da Super-Humanos Consultoria, autor da obra “Reflexões Ácidas, um livro de autoajuda meio indigesto”, líder de Transformação Ágil na IBM América Latina, influenciador da adoção de design thinking, storytelling e métodos ágeis em grandes corporações. Dá aula no MBA executivo da Fundação Dom Cabral - Nova Lima, na pós-graduação em Negócios Digitais da ESPM-SP, e na escola de negócios HSM Management. Apaixonado por inteligência relacional, foi eleito LinkedIn Top Voice Brasil em 2018. Assina colunas no IT Forum 365, no LinkedIn Pulse e no Innovation Insider. Administrador de empresas pós-graduado em Finanças e Mercado Financeiro Brasileiro pela FGV-SP, se especializou em moral contemporânea na Yale University. Para ele, empatia e experimentação são qualidades-chave de organizações ágeis. Usa corte de cabelo moicano, é pai e marido apaixonado, e dono da Frida, uma dachshund velhinha que até hoje faz festa quando ele chega em casa, montado numa Harley Davidson bem barulhenta.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here