Agentes cognitivos: afinal, de que planeta são eles?

Por Thiago Rotta | 30 Março 2016

Já tive conversas sobre agentes cognitivos com todo tipo de pessoa, daqueles que queriam saber a composição do neurônio do agente a aqueles que não sabiam a definição de “cognição” para sequer entender que combinação maluca é essa de “agente” com “cognitivo”. As pessoas que menos sabiam sobre do que se tratava acabavam soltando uma frase que demonstrava toda a curiosidade e interesse sobre o assunto, dizendo: “Afinal, de que planeta são eles?”.

Cognição, por definição, é o processo de adquirir um conhecimento através da interpretação da linguagem, percepção, memória, raciocínio, adaptação, aprendizado e por aí vai. Mas espere aí, isso é o que seres humanos fazem. Exato! Os seres humanos evoluem com o tempo, exercendo atividades de cognição desde o ventre da mãe, porém a nossa capacidade de armazenar todo e qualquer conteúdo adquirido com o tempo é limitada. Outra limitação dos seres humanos é a velocidade com que transformamos conteúdo em conhecimento, além de não conseguirmos processar tamanha quantidade de dados gerados nos dias de hoje para que melhores decisões sejam tomadas no dia de amanhã.

Estima-se que mais de 2,5 bilhões de gigabytes de dados sejam gerados todos os dias. Se traduzirmos isso para uma linguagem mais comum às pessoas, isso representa mais de 170 exemplares de um jornal popular sendo entregues para cada homem, mulher e criança no planeta. Não há evolução alguma que possa capacitar o ser humano a conseguir armazenar todo esse conteúdo sem esquecê-lo. Agentes cognitivos, por outro lado, possuem memórias infinitas e um poder de processamento incrível para processar todo e qualquer dado, não importa a quantidade, pois, quanto mais dados, mais inteligentes eles se tornam, como se a cada segundo o agente cognitivo lesse um livro de medicina, normativos financeiros, avaliação de produtos, etc. para então usar todo o conhecimento adquirido em um propósito maior, como ajudar o ser humano a navegar nesse desconhecido mar de dados.

O coração de um agente cognitivo é a computação cognitiva, que nada mais é do que uma das evoluções dentro do ramo da computação. Essa evolução se traduz no aperfeiçoamento dos computadores, como o aumento da capacidade de processamento, armazenamento e aprimoramento dos algoritmos de inteligência artificial. Portanto, respire. Esse agente cognitivo não é um extraterrestre, mas sim um programa de computador capaz de processar uma grande quantidade de dados, assim como nunca esquecer nem sequer uma vírgula daquilo que ele lê. Isso chega aos seres humanos mais como uma ferramenta para atingirmos resultados de uma forma muito mais assertiva.

Não pense que isso tudo está longe de aparecer nos dias de hoje, pois agentes cognitivos já estão presentes entre nós e um exemplo prático são aqueles avatares colocados nos websites de diferentes lojas do varejo. Além de esses agentes conhecerem muito sobre todo o catálogo de produtos da loja, há também a possibilidade de eles entenderem atributos de personalidade vindos de um estudo dentro da área da psicologia, compreendendo a personalidade do ser humano através da maneira como nos comunicamos. Enquanto vocês batem papo e você busca ajuda para escolher um presente de aniversário para um grande amigo seu, o agente cognitivo, conhecedor do acervo de produtos e treinado para fazer uma análise de personalidade, pode ajudá-lo a navegar dentro de um catálogo de milhares de produtos e recomendar o mais relevante ao seu amigo logo depois de você ter respondido a algumas questões e ele ter dado uma passada no Twitter do seu amigo para entender melhor quem é ele. O mais interessante é que você não sabia que seu amigo é tão curioso quanto você e ao mesmo tempo tem uma necessidade enorme de desafios. Portanto, que tal um presente diferente de tudo aquilo que você estava imaginando?

Esse é apenas o início da longa jornada desses agentes superinteligentes, pois a cada dia vemos mais e mais empresas buscando implantar essa tecnologia para ajudar clientes a encontrar o que desejam de maneira muito mais rápida, personalizada e assertiva. Tecnologia como essa tem sido embarcada em produtos eletrônicos, de geladeiras a robôs, de maneira que eles possam nos ajudar a descobrir uma nova forma prática e inteligente de viver neste mundo totalmente digital.

Se quiser testar um agente cognitivo, ainda em fase de testes e treinado dentro do domínio de casacos, dê uma passada no site da The North Face (www.thenorthface.com/xps) e veja como esse agente pode ajudá-lo a escolher o casaco ideal para você. Aproveite e bem-vindo à era dos agentes cognitivos.

Comentários

  1. Alice Costa Carvalhaes disse:

    Ótimo texto! Pude compreender melhor sobre os termos cognitivo/cognição. Realizei o teste no site da The North Face e achei fantástico. Realmente uma nova era!!!

  2. Tiago Torres disse:

    Muito bom! É um caminho sem volta. Acredito que cada um de nós teremos o nosso “agente cognitivo pessoal”, que nada mais será do que uma ajuda para nosso cerebro (limitado) e vai nos ajudar com todas as nossas atividades no dia a dia. Sejá construir um relatorio complexo ou comprar um simples presente para um amigo. Eu acredito no sucesso da era cognitiva!

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