80% da internet vai ser Mobile em 2018. Você e sua marca estão preparados?

Por Pyr Marcondes | 20 fevereiro 2018

Por Pyr Marcondes e Leo Xavier.

Projeções do instituto eMarketer dão conta de que 79% do uso da internet este ano será via aparelhos móveis, notadamente smartphones.

Como você, gestor de marketing e de marcas, deve reagir a uma informação como essa?

Acho que pode ser de duas formas, basicamente:

Forma 1 – Oba!
Forma 2 – Ferrô!

A primeira forma é a boa. Abraçar esse fato que já vem se desenhando no cenário da publicidade e do marketing mundial faz tempo e desenvolvendo mais e mais projetos com pegada mobile.

Não é de fato fácil fazer isso, porque toda nossa cultura de profissionais de comunicação foi desenvolvida com o mind set do site tradicional na web, com acesso via desktop. O mobile foi vindo, mas sempre o tratamos como coadjuvante.

Faz anos que o usuário da internet é mobile first, mas as marcas relutam em admitir essa realidade.

Agora, com cerca de 80% dos internautas navegando prioritariamente por aparelhos móveis, um número que entendo definitivo e esmagador, chegou mais do que a hora de você, marqueteiro, entender de uma vez por todas que sua estratégia mobile não pode ser mais coadjuvante, mas tem que ser A estratégia. O resto vem em volta e depois.

Agora, se você encara essa indiscutível e inevitável realidade com a expressão “Ferrô!”, você tem problemas.

Talvez problemas que vão acabar com sua carreira.

Então, melhor mudar para a Forma 1 – Oba! e se virar para entender e aproveitar o que é, em verdade, uma enorme oportunidade para as marcas, porque o mobile tem o poder de anabolizar a personalização e tem algo mágico nas suas entranhas que é a geolocalização e a possibilidade de tempo real no momento do consumo.

Para falar como você pode e deve se aproveitar dessa oportunidade, convidamos quem entende muito de tudo isso, o pioneiro mobile do marketing no Brasil, Léo Xavier, da PontoMobi.

Fala Léo. É Oba! Ou Ferrô?

É oba! E é sempre sobre o consumidor.
Não é sobre mobile maior que desktop, mas sobre o consumidor mais conectado, por mais tempo e compreendendo o smartphone como uma caixa que entrega super-poderes que melhoram e facilitam sua vida.

Para marcas é um momento de olhar para dentro da organização e revisitar cada um de seus processos, em especial aqueles que encostam com seus públicos (consumidores, fornecedores, acionistas, colaboradores).

Mobilidade está redefinindo indústrias inteiras, como a automotiva, o turismo e o entretenimento. Continuará redefinido muitas outras.

Portanto, penso que cabe ao gestor de marcas e negócios adotar 3 posturas neste momento:

1. Abominar o que não domina e ser cínico sobre a real necessidade de se ter uma clara estratégia de mobilidade;

2. Falar que está fazendo algo a respeito e usar o bingo digital com buzz-words como MVP, Design Sprint, Squads e blablablá; ou

3. Colocar mobilidade no centro estratégico de decisão e redefinir seu próprio negócio, antes que um concorrente ou start-up o faça.

Estamos na reta final dos anos 10 e o tsunami da conectividade chega embalado pelo 5G. Com isso, mundialmente, saltaremos de 7 para 21 bilhões de coisas conectadas já em 2020 (ou seja, daqui a meros 22 meses).

Pensar mobile, portanto, deve ser maior do que pensar aplicativos para smartphones. Com múltiplos devices (com tela ou sem) conectados, entraremos rapidamente no que chamo de Smart Era, uma era em que estaremos conectados a tudo, a todos e o tempo inteiro.

Oportunidades gigantescas então se abrem para aplicatizar a relação entre pessoas e marcas, produtos e serviços.

Pode soar assustador ou até mesmo paralisante, mas prefiro acreditar que se trata de uma página ainda em branco, sem muitas linhas definidas, mas que nos permitirá transformar negócios e culturas com impactos nunca antes possíveis.

Bem-vindos à Smart-Era!

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