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6 tendências de uso de mobile payment

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O número cada vez maior de dispositivos móveis utilizados no mundo – hoje são 15 bilhões e até 2020 devem ser 50 bilhões deles conectados à internet, segundo levantamento da DHL Inc. e da Cisco – e a importância crescente que esses aparelhos têm na vida dos consumidores apontam algumas das grandes mudanças que a indústria de pagamentos deve enfrentar nos próximos anos.

Da mesma forma que o então revolucionário cartão de débito praticamente substituiu o cheque em papel, o mobile payment pode gradualmente aposentar o cartão de plástico.

Confira seis tendências do uso de smartphones e tablets para pagar contas:

1 – E-money. O dinheiro digital que pode ser armazenado no celular – e também utilizado por meio dele – é uma das principais tendências apontadas quando o assunto é pagamento mobile especialmente na Europa, mas também no resto do mundo. Quem chama a atenção para isso é Tobias Schreyer, co-fundador do The PPRO Group. Em sua coluna no TechRadar, ele afirma que a expectativa é de que, aos poucos, consumidores que buscam agilidade e praticidade de uso acabem optando por essa forma de pagamento, que oferece todos os benefícios de uma conta bancária tradicional somados a mais privacidade e segurança e menores taxas. A vinculação do dinheiro digital a cartões pré-pagos aparentemente também tem despertado interesse no consumidor médio em busca de maior controle sobre o orçamento.

2 – ApplePay. Embora Google Wallet e PayPal existam há algum tempo, o lançamento do ApplePay deve esquentar e transformar esse segmento de forma mais veloz do que tem ocorrido até agora. Para os varejistas, a recomendação é se preparar para uma rápida aceitação dessa novidade pelos consumidores. Entre das tendências apontadas pelo Mashable em “15 Mobile Trends to Watch in 2015”, chama a atenção que a plataforma de pagamento da Apple já suportasse bandeiras que representam 90% do volume de compras com cartão de crédito nos Estados Unidos e já pudesse ser utilizado em 220 mil estabelecimentos, desde grandes redes nacionais de varejo até lojinhas de bairro, apenas algumas semanas após seu lançamento.

3 – Biometria. Esta tecnologia vem sendo gradualmente adotada e deve continuar evoluindo também muito em função da autenticação biométrica do ApplePay. A Apple, no entanto, não é a única impulsionadora da adoção dessa novidade. Segundo Schreyer, doThe PPRO Group, o Barclays, por exemplo, está introduzindo reconhecimento de voz em seu serviço de telefone banking e também scanners para identificação de digitais. Isso indica que, além do cartão de plástico, senhas numéricas também podem ser aposentadas no futuro.

4 – Geração do Milênio. A adoção do mobile payment deve ser mais rápida entre o público mais jovem. Steve French, vice-presidente global da Amdocs, afirma que esse público deve ter um poder de compra de 2,45 trilhões de dólares em 2015 e que seu meio preferido para interagir e ser contatado é, claro, o mobile. Para o público em geral, por outro lado, a substituição dos meios tradicionais de pagamento deve ser mais lenta, exatamente como ainda ocorre com a troca do cheque pelo cartão de débito.

5 – Compras pequenas. Outra aposta é de que os consumidores estejam dispostos a começar a utilizar o celular para fazer compras do dia a dia, de pequeno valor. Um exemplo é o método de pagamento utilizado pela Starbucks nos Estados Unidos, em que os clientes pagam “mirando” o celular para um scanner que lê o código de barras do seu aplicativo e ainda acumulam vantagens no programa de fidelidade.

6 – Sem fronteiras. Com o turismo global aquecido pela ascensão da classe média em mercados como a Ásia somado ao fato de que mais do que nunca os apps estão disponíveis em dez ou mais idiomas, varejistas e desenvolvedores serão desafiados a trabalhar com a moeda de viajantes que queiram utilizar o pagamento mobile em seus destinos turísticos. Ou seja, além de mobile é bem possível que a nova forma de pagamento se torne global. A tendência é apontada por Nataly Kelly, vice-presidente de marketing da Smartling.

 

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