3 lições de marketing que aprendi com o mundo de games

Por Tiago Bueno | 23 Março 2016

Além do SXSW, que você deve ter acompanhando semana passada, também nos EUA ocorreu a Game Developers Conference, um dos maiores eventos do mundo para o setor de desenvolvimento de games. Pensando nisso, e em alguns dados que ressaltam cada vez mais a relevância desse mercado, resolvi escrever esse post que estava na minha lista já há algum tempo.

Comecemos com os dados, somente os mais relevantes (que podem parecer surpreendentes para quem não acompanha o cenário):

  • a indústria de games, mundialmente, já representa um faturamento maior do que a indústria do cinema;
  • o Brasil é o quarto maior mercado consumidor de games no mundo;
  • a delegação brasileira participando da GDC esse ano é a maior da história, com 26 empresas desenvolvedoras (mas o total de desenvolvedores brasileiros já passa de 200).

E na minha experiência recente de relacionamento com esse ecossistema, 3 aprendizados ficaram bastante marcados, pois se aplicam perfeitamente aos desafios que o marketing está passando:

Equilíbrio

Essa foi uma frase que ouvi do Alessandro Martinello, Diretor de Arte do Toren, um dos jogos brasileiros que ganhou bastante destaque nos últimos anos: “o desenvolvimento de um jogo requer um equilíbrio muito tênue entre programação e arte”. Ou seja, é fundamental balancear lógica e imaginação, disciplina e storytelling, lado esquerdo e lado direito do cérebro.

O mundo do marketing dependeu por muito tempo da imaginação ou da grande sacada. Hoje, sem o componente analítico não chegamos a quase lugar algum, tornando esse equilíbrio indispensável.

Planejamento

Alguns dos jogos que estão sendo apresentados na Game Developers Conference são o resultado de dois anos de trabalho. Dois anos.

Que impacto um planejamento como esse traz para a operação de uma empresa? E como podemos prever se o comportamento do nosso target será o mesmo daqui a dois anos, se o próprio target será o mesmo ou se a tecnologia que está na base do meu produto ainda será relevante?

Esse é um grande paradigma, ainda mais em uma sociedade que requer novidades e inovações com uma velocidade cada vez maior.

Engajamento

Como cativar um cliente sem entregar uma experiência diferenciada? Como fazer com que o nosso público se sinta engajado?

Sabe aquela sensação de estar tão imerso em uma atividade que não sentimos o tempo passar? O conceito do “flow”, que o psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi tornou famoso no seu trabalho sobre felicidade e criatividade, exemplifica muito bem isso.

Os games são campeões em criar esse tipo de experiência, de engajamento diferenciado e inesquecível que sonhamos em criar com as nossas campanhas.

Em resumo: podemos tirar muito proveito e aprender bastante com o mundo de games para continuarmos evoluindo em interação e relevância para os nossos clientes.

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